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Decorreu na passada sexta-feira, a sessão de lançamento da primeira pedra do futuro Centro Paroquial de Armação de Pêra que foi benzida pelo bispo do Algarve.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas disse sentir-se “verdadeiramente feliz” por ver concretizado aquele “sonho” de uma “obra há muito sonhada” pelo pároco e por todos os armancenenses.

O bispo diocesano destacou que o projeto procura responder ao desejo de “acolher bem e de criar condições e espaços adequados a quem procura a Igreja para celebrar ou para outras finalidades”, quer por aqueles que ali vivem de maneira permanente, quer por visitantes. “Era fácil verificar que a igreja de Armação de Pêra é pequena demais no verão”, reconheceu, explicando ter-se concluído que “talvez não fosse necessária” uma igreja nova, “mas sim um espaço onde se pudesse celebrar também no verão” e realizar “tantas outras iniciativas”. “O próprio tempo ajudou a purificar esta ideia e chegar a esta opção”, sustentou.

A obra era um projeto antigo da paróquia de Armação de Pêra que, na sua primeira versão chegou a incluir a construção de uma nova igreja, mas que ao longo dos últimos 14 anos deixou de ser uma prioridade.

D. Manuel Quintas lembrou ainda ser “precisa muita ajuda ainda para concretizar a obra” e, depois, também “para a mobilar”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O pároco de Armação de Pêra confirmou ser um “sonho” “acalentado ao longo de tantos anos” e que agora “começa, de uma maneira muito particular, a ver-se”.

O padre Joaquim Beato explicou porque é que o futuro centro paroquial será dedicado a Santo António da Areias. O sacerdote contou que encontrou na capela da fortaleza – também conhecida como ermida de Nossa Senhora dos Aflitos, pela devoção mariana que a comunidade piscatória lhe foi incrementando ao longo dos tempos – uma imagem de Santo António. “Descobri que aquela fortaleza era dedicada a Santo António”, afirmou, explicando que “em muitos séculos passados, as pessoas sempre veneraram aquela imagem e tinham uma admiração muito grande por Santo António”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote, que confessou também ter “uma devoção grande” por aquele santo, disse que “havia a necessidade de fazer uma ligação entre o passado e o presente”. “E essa ligação seria construída através de uma obra que pudéssemos fazer em honra a Santo António”, completou, que aproveitou a ocasião para oferecer uma réplica da imagem a D. Manuel Quintas, aos presidentes da Câmara de Silves e da Junta de Freguesia local e à empresa construtora.

Ao Folha do Domingo, o padre Joaquim Beato confirmou que a obra está orçamentada em quase 1 milhão e meio de euros (mais IVA) e que o prazo de construção será de 15 meses. “Espero que a Câmara colabore com a sua oferta, bem como, a própria Junta de Freguesia e outras entidades”, acrescentou, crente também na colaboração dos particulares. “As pessoas agora vêem a obra a crescer, vêem que a obra é delas, e esperamos que agora também colaborem”, afirmou.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A sessão, que contou também com uma apresentação do projeto realizada por um membro da equipa de arquitetura, prosseguiu com a intervenção do presidente da Junta de Freguesia. Ricardo Pinto disse ser um “dia histórico” para a comunidade, para a freguesia e para o concelho e agradeceu ao pároco por tudo aquilo que tem feito pela paróquia.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A presidente da Câmara desejou que “haja seriedade na concretização da obra para que todas as pessoas possam ver aquilo com que há muito sonham”. Rosa Palma apelou ainda ao envolvimento de todos depois da construção que será feita num terreno, cedido pela autarquia, contíguo à casa mortuária da vila.

O projeto incluirá um salão para cerca de 400 pessoas, que poderá acolher as celebrações da eucaristia. Além do salão, inclui ainda salas para catequese, reuniões, uma capela, um pequeno bar, uma pequena biblioteca e casa mortuária. Até agora a catequese, os encontros e as reuniões eram feitos numa casa doada à paróquia, que servia como centro paroquial, mas que foi vendida.

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