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O futuro equipamento, a construir no lugar de Correeira, Montechoro, Albufeira, num terreno com cerca de 6000 m2, doado há dois anos à paróquia de Albufeira, pela Câmara Municipal, incluirá um salão polivalente com 225m2, cinco salas com 30 m2 cada, biblioteca/secretaria com 30 m2, salas de apoio, serviços e arrecadação.

O futuro centro paroquial pretende responder às necessidades daquela comunidade paroquial que cresceu exponencialmente nos últimos anos. A paróquia de Albufeira é uma das que, no Algarve, tem maior densidade populacional. Com início na zona da Guia estende-se por uma faixa litoral até à marina de Quarteira com uma extensão de mais de 20 quilómetros que nos meses de verão chega a acolher cerca de 500 mil pessoas, um número 10 vezes maior relativamente aos 50 mil habitantes que residem na área da paróquia durante os restantes meses do ano.

Para além do futuro centro pastoral, o terreno acolherá também, a segunda fase do projeto paroquial que contempla a edificação da nova igreja de Albufeira, entre outras estruturas. “Esta é a primeira obra de um conjunto” que deverá incluir três estruturas, explicou, no sábado, o pároco local. “Manifestei o desejo de que os escutas tivessem aqui a sua sede”, adiantou o cónego José Rosa Simão, que desejou ainda que a edificação da nova igreja “não demore muito tempo”. “Se não for eu, alguém o fará”, complementou, referindo-se a “muitos anos de esperança e de uma longa história”.

O presidente da Câmara de Albufeira sublinhou a “vontade” de o município de ter mais um equipamento social e de “contribuir para que o Cristianismo tenha cada vez mais aderentes”. “O nosso papel foi estar do lado da solução, ceder o terreno e encontrar forma de que a paróquia possa construir o seu espaço”, complementou.

D. Manuel Quintas lembrou que “foi em ambiente de fé que se percorreu o caminho até chegar este dia, que se idealizou o projeto, que se pensou neste terreno e se quer continuar a concretizar o sonho de muitos anos”. O bispo do Algarve, que se referiu a um trajeto de “muitos sonhos, muitas esperanças e algumas desilusões”, sublinhou a necessidade da futura obra. “É por demais evidente que esta obra é necessária. É por demais evidente que, segundo o desejo de todos, já devia ter sido construída há muitos anos se não tivesse havido tantas coisas que não a deixaram concretizar”, afirmou.

O prelado apelou ainda empreendedorismo de todos para a sua construção. “Vamos reunir mais esforços, congregar ainda mais vontades e dinamizarmo-nos ainda mais para que, no meio das dificuldades que atravessamos, esta obra se torne realidade”, exortou, apelando à “correspondabilidade” para se conseguir atingir os objetivos.

D. Manuel Quintas procedeu depois à bênção que explicou ser “de Deus, não propriamente para uma pedra mas para as pessoas”. “Todas as bênçãos têm a ver com as pessoas. Os espaços são importantes porque vão acolher pessoas”, sustentou.

A obra, estimada em cerca de 300 mil euros, deverá avançar brevemente e tem um prazo de construção de cerca de oito meses. Sem apoios para a sua realização, o pároco de Albufeira explicou a FOLHA DO DOMINGO que a paróquia tem “boa parte” do montante, fruto de iniciativas realizadas ao longo das últimas décadas.

Samuel Mendonça
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