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O bispo do Algarve benzeu e dedicou a São João Batista a nova capela da Manta Rota na passada quarta-feira, ao final do dia.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O novo espaço de culto pretende ser uma resposta para a procura que vinha tendo, sobretudo nos meses de verão. “No verão temos à volta de 30 mil pessoas na Manta Rota. As pessoas perguntavam-me onde é que era a missa”, garantiu, em declarações ao Folha do Domingo, o pároco de Cacela, paróquia a que pertence aquela comunidade.

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O padre Agostinho Pinto sustentou que durante os meses de férias as presenças na Eucaristia chegam quase às duas centenas e que durante o restante tempo do ano continuará a ser ali celebrada a missa dominical porque no último inverno a participação rondou as 50 pessoas. “Muitos reformados, que têm casa de férias aqui, passam cá o inverno”, justificou.

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A nova capela fica situada perto da praia, junto à urbanização Sulférias, na Quinta da Manta Rota, e ocupa uma área de cerca de 800 metros quadrados cedidos pelo município de Vila Real de Santo António.

A capela, agora dedicada e benzida, corresponde a um sonho antigo da comunidade. No final da eucaristia, o padre Agostinho Pinto disse ter sido no verão de 2011, quando veio para o Algarve, que aquele projeto começou a ser idealizado. Apercebendo-se na altura da tradicional festa de São João da Degola (evocação do martírio de São João Batista), celebrada a 29 de agosto, o pároco achou por bem que se passasse a celebrar ali a missa.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Em 2013 começaram a procurar o espaço para a construção da capela, em 2015 a Câmara de Vila Real de Santo António fez a doação do terreno, em 2016 foi lançada a primeira pedra da construção e a 22 de dezembro desse ano assinado o contrato de construção. A 23 de junho de 2017 foi feita a escritura de doação do terreno pela Câmara Municipal e, a partir daquele ano, começou a ser celebrada missa campal nos meses de verão naquele local. Em abril do ano passado começaram as obras, no dia 16 de julho foi celebrada a primeira eucaristia no espaço edificado e os trabalhos ficaram concluídos em novembro.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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No final da eucaristia de quarta-feira, o padre Agostinho Pinto explicou que “a construção é fruto da generosidade de muitos”, acrescentando que a mesma só foi possível com a realização de diversos eventos de angariação de fundos como quermesses, almoços, jantares e sorteios. O pároco destacou ainda o contributo de muitos particulares de vários pontos do país e a oferta dos elementos em mármore: altar, cadeiral, sacrário, ambão, pedestais para os santos e credência.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Para além destes, explicou também ter sido oferecido o sacrário, as imagens, os paramentos, as alfaias litúrgicas e o equipamento de som. O desenho do sacrário é da autoria do próprio pároco que tem formação artística. Na sua homilia, o bispo do Algarve explicou brevemente a composição, referindo que no centro pode ver-se o cordeiro, representação do “próprio Jesus”, e as inscrições ‘ecce venio’ (eis que venho), ‘ecce agnus dei’ (eis o cordeiro de Deus), ‘ecce homo’ (eis o homem) e ‘ecce panos vitae’ (eis o pão da vida).

Ao Folha do Domingo, o padre Agostinho Pinto explicou que o tipo de construção (módulos pré-fabricados) foi opção “por ser mais em conta” e assegurou que, pese embora as contas ainda não estejam fechadas, o custo da capela deverá rondar os 300 mil euros. No final da eucaristia, a presidente da Câmara Municipal, Conceição Cabrita, anunciou, emocionada, uma comparticipação de 40 mil euros, após a aprovação do Plano de Apoio Municipal, ocorrida a semana passada.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Na celebração – que teve início com a bênção da água e a aspersão sobre o ambão e das paredes da capela e prosseguiu com as bênçãos e revestimento do altar, das imagens e do sacrário –, o bispo do Algarve destacou que, mais importante do que o espaço, são as pessoas que constituem a Igreja. “Tenhamos presente que a Igreja viva somos nós, reunidos pela fé e pela caridade, Igreja que está presente no meio do mundo como sinal e testemunho do amor com que Deus ama todos os homens”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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D. Manuel Quintas referiu-se ainda ao padroeiro, lembrando que “João Batista aponta para Jesus”. “Ter um padroeiro como São João Batista é ter o caminho certo para chegar a Jesus”, afirmou, referindo-se também à importância de os visitantes terem uma “capela durante as férias para rezar” em adoração eucarística. “Sem dúvida que valeu a pena e há de valer sempre mais, também para as gerações vindouras, este esforço, sacrifício, dedicação e teimosia”, concluiu.

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