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Bispo do Algarve classifica os três anos do pontificado de Francisco como “um dom”

Foto © L'Osservatore Romano
Foto © L’Osservatore Romano

A Igreja Católica assinala este domingo o terceiro aniversário da eleição de Jorge Mario Bergoglio como papa e o bispo do Algarve considera que Francisco “continua a ser um dom”.

“Um dom para todos nós, por tudo aquilo que nos refere pela palavra e, sobretudo, pelos gestos e sinais que apresenta. Penso que ele está a humanizar o serviço do seu ministério petrino”, sustenta D. Manuel Quintas em entrevista ao Folha do Domingo e à Agência Ecclesia.

O prelado destaca o “modo simples e afetuoso” como o papa se relaciona com as pessoas e “a dimensão que acentua da misericórdia e do perdão”. “Tudo isso tem constituído uma lufada de ar fresco e de esperança pela ação do Espírito [Santo] que através dele está a rejuvenescer-nos a todos”, acrescenta D. Manuel Quintas.

Em novembro passado, o bispo diocesano já tinha considerado que Francisco traz uma “Igreja diferente” da europeia que é a Igreja da América Latina, “marcada por tantas vicissitudes históricas”. “É uma Igreja que a todos nos entusiasma, aquela que o papa Francisco nos apresenta, que nos sensibiliza e que nos motiva para sermos conduzidos ao núcleo essencial do evangelho que é a pessoa de Cristo”, afirmou na inauguração da Avenida Papa Francisco em Quarteira.

À comunicação social, o bispo diocesano considerou que “o papa Francisco consegue reunir um consenso muito grande à sua volta porque os gestos e as suas atitudes são profundamente humanos”. “Sabemos que aquilo que motiva esses gestos é a pessoa de Cristo e do evangelho. Ele faz isso não apenas por simples filantropia, que por si já poderia justificar esses gestos, mas faz isso, de maneira convicta, como opção de vida porque traduz aquilo em que ele acredita e também a razão de ser da consagração da sua vida a Cristo, ao evangelho, à Igreja, aos pobres”, acrescentou.

Em dezembro passado, D. Manuel Quintas disse que a misericórdia está a ser a “palavra-chave” do pontificado do papa Francisco. “Está a enriquecer-nos a todos, ajudando-nos a olhar para Deus sob o ângulo da misericórdia e, sobretudo, a acolher a sua misericórdia”, afirmou, durante a celebração da abertura da Porta Santa na igreja matriz de Portimão.

O prelado lembrou que a misericórdia é o atributo de Deus que o papa argentino assumiu como “lema da sua vida pessoal” e que, por isso, é também a “palavra-chave” da sua própria vida.

O testemunho de D. Manuel Quintas sobre o pontificado de Francisco integra a mais recente edição do Semanário Ecclesia.

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