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D. Manuel Quintas presidiu à celebração da eucaristia vespertina na igreja matriz de Portimão, em que a liturgia da Igreja celebrava a solenidade do diácono São Vicente, padroeiro principal do Algarve, por ocasião também do 13º aniversário de ordenação dos diáconos permanentes algarvios, com exceção de um que celebrava naquele dia o primeiro ano de ordenação.

“O diácono recorda à Igreja que a nossa identidade como discípulos de Jesus é o serviço, é a doação da vida, é a doação de cada dia, a entrega aos outros”, afirmou o prelado, acrescentando também que “a Igreja nunca pode esquecer a motivação que levou os apóstolos a criarem os diáconos: o anúncio do evangelho”.

D. Manuel Quintas lembrou que os diáconos surgiram na Igreja ainda em Jerusalém, quando os próprios apóstolos “chegaram à conclusão que o serviço aos mais pobres e desfavorecidos da sociedade não lhes deixava tempo livre para falar de Jesus, para anunciar o evangelho e para a oração”. “Por isso, escolheram sete a que chamaram diáconos para servir e ir ao encontro dos mais necessitados”, complementou, lembrando Santo Estêvão, diácono da Igreja de Jerusalém e o primeiro mártir, e São Lourenço, diácono da Igreja de Roma.

O bispo do Algarve destacou ainda São Vicente, diácono da Igreja de Saragoça que foi martirizado no ano de 304, como um “dom” para a Igreja algarvia. “Naquela altura era muito complicado ser cristão. É esse testemunho que hoje recordamos para que alimente o nosso testemunho também”, referiu, lembrando que também o Patriarcado de Lisboa também tem São Vicente como padroeiro.

O dia de São Vicente comemora-se hoje, dia 22 de janeiro, com particular destaque em Vila do Bispo, onde, pelas 14.30h, se realiza a procissão em honra do padroeiro, seguindo-se a celebração de eucaristia na igreja matriz.

Segundo a tradição, os restos mortais de São Vicente foram conduzidos, durante a progressiva ocupação muçulmana do sul peninsular, até ao cabo que viria a assumir o seu nome e a transformar-se, durante vários séculos, em lugar de peregrinação. As comunidades moçárabes existentes no Algarve, constituídas por cristãos que conseguiram organizar-se sob o domínio muçulmano, encontraram no testemunho de São Vicente, coragem e alento.

D. Francisco Gomes d’Avelar proclamou, em 1794, São Vicente como padroeiro principal da Diocese do Algarve.

Samuel Mendonça

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