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Bispo do Algarve contou que se preparava para ir para Angola quando foi nomeado bispo auxiliar

Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve disse no passado sábado à noite no Teatro Lethes, em Faro, que a sua nomeação para bispo auxiliar da diocese, no ano 2000, aconteceu quando se preparava para ir trabalhar para Angola.

Foto © Samuel Mendonça

Convidado do ciclo “Conversas com Vida Dentro”, D. Manuel Quintas lembrou o final do seu mandato como superior provincial da sua congregação, os Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos). “Estava tudo pronto para aquele que me vinha substituir me deixar ir, desta vez para Angola, porque o superior geral estava a insistir muito que tínhamos que abrir uma presença naquele país”, contou.

Foto © Samuel Mendonça

Ao longo da conversa, conduzida pelas perguntas de Henrique Gomes, chefe de gabinete da Câmara Municipal de Faro, o prelado deixou claro que a dimensão missionária esteve sempre muito presente no seu ministério sacerdotal e lembrou mesmo ter sido a experiência missionária durante dois anos em Moçambique que o levou a “assumir convictamente” a sua opção vocacional. “Disse ao padre responsável da altura: «quero ser padre mas que só sei ser padre em Moçambique. Por isso, tem que me garantir que me deixa ir para lá logo que seja ordenado padre»”, contou, acrescentando que não conseguiu partir devido à situação depois do 25 de Abril.

“Apesar de não ter podido ir, fiquei sempre com vontade de ir”, confessou, acrescentando esse desejo foi, de certo modo, satisfeito durante os seis anos em que foi superior provincial e teve de ir anualmente durante um mês a Madagáscar.

No Algarve há 17 anos, e sedeado no Paço Episcopal em Faro, a cidade onde está há mais tempo dos 68 que tem de vida, D. Manuel Quintas diz que, sob esse ponto de vista, “terminou a itinerância”. No entanto, o bispo do Algarve, que diz ter vindo para a diocese “como missionário”, realça que continua a “ser itinerante”, sublinhando que a prova disso é que faz “quase 30 mil quilómetros por ano”.

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