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O bispo do Algarve desafiou os cristãos a redescobrirem de os Dez Mandamentos, na Eucaristia do III Domingo do Tempo da Quaresma, transmitida a partir da Capela do Seminário de Faro, domingo em que se assinalou o Dia Nacional da Caritas.
Na sua homilia disse, que estes «devem ser acolhidos como uma manifestação do amor de Deus e da sua solicitude paterna pelo homem. É este o seu objetivo e não outro». E, continuando, esclareceu que os dez preceitos propostos na Lei de Moisés (Decálogo) constituem «um todo indissociável» e têm «uma unidade orgânica entre as duas tábuas: o amor a Deus e o amor ao próximo», acrescentando que «não é possível amar a Deus sem amar o próximo».
Relacionando este primeiro ponto da sua homilia com o Evangelho dominical, que narrou a controvérsia de Jesus no Templo de Jerusalém, D. Manuel Quintas disse que «nas palavras e nos gestos de Jesus, Deus não limita a sua presença ao Templo de Jerusalém» acrescentando que se pode mesmo afirmar que «na pessoa de Jesus, Deus sai do Templo, faz-se próximo e acessível a todos e a todos indica caminhos de vida nova e de salvação». Deste modo, os cristãos, «enquanto membros do seu corpo, tornamo-nos também nós pedras vivas deste novo templo, onde Deus habita e se manifesta ao mundo.
Por isso mesmo, para o bispo do Algarve, «a quaresma é tempo para fortalecer a nossa pertença a este Corpo, para consolidar a nossa condição de pedras vivas deste Templo, para manifestar com maior nitidez a presença de Cristo em nós, e mostrar o seu rosto de Cristo, nos gestos fraternos para com os mais necessitados, gestos de partilha, de serviço desprendido, de perdão».
Já na parte conclusiva da homilia deste terceiro Domingo da Quaresma, D. Manuel Quintas exortou todos a acolherem e observarem os mandamentos de Deus «não como um limite à liberdade pessoal, mas como caminho que conduz à harmonia e à verdadeira felicidade», acrescentando que este caminho deve ser percorrido numa «dupla dimensão: na relação com Deus e na relação com os outros a quem devemos honrar, amar, servir; eliminar todas as formas de egoísmo, competição, agressividade, cobiça, intolerância, atentados à vida e à dignidade dos outros, tudo o que provoca sofrimento e morte», concluiu.

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