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D. Manuel Quintas pediu hoje aos padres da diocese do Algarve para serem pastores à semelhança de São José, «acolhedores», «mestres na vida espiritual e de discernimento» e que saibam «amar», como primeira atitude.
O Bispo do Algarve propôs na homilia da celebração da Missa Crismal, a que esta manhã presidiu na Sé de Faro, uma leitura a partir da carta apostólica “Patris Corde – com coração de Pai”, que o Papa Francisco escreveu em torno da figura de São José.
Definiu o pai adotivo de Jesus como um «pai acolhedor», «mestre de vida espiritual e de discernimento», que ajudando na libertação de querer «racionalizar tudo», ensinou que a «primeira atitude é amar de forma plena e gratuita» e guardou os que lhe foram confiados, indicou o bispo do Algarve.
S. José foi, nas palavras de D. Manuel Quintas, «um pai que sonha, como aliás todos os pais. Não um sonhador abstraído da realidade, mas alguém que consegue ver mais além do que a vista alcança», porque «vê com o coração, que vê melhor e mais longe do que os olhos».
Procurando encontrar nas virtudes de S. José a imagem do presbítero ideal, exortou o clero algarvio a «estar em sintonia com o seu rebanho» e a adequar «a sua ação de acordo com as necessidades específicas de cada momento: à frente para abrir caminho, no meio para estimular e sentir-se estimulado, atrás para que ninguém se atrase ou se perca», estando dispostos «a mudar de acordo com o que a situação do rebanho o exigir, evitando todas as formas de rigidez que, podendo ser teoricamente boas, na prática não se adequam ao caminho que a comunidade está a percorrer».
«Bispo e sacerdotes, somos “servos”» do Mistério que celebramos. Quem age verdadeiramente na Igreja, por nosso intermédio é o Espírito de Cristo, o Espírito Santo. Aquele que enviou Cristo a anunciar a boa nova aos pobres, é o mesmo que hoje nos (re)envia a nós», afirmou o prelado algarvio.
Aos cristãos algarvios pediu que estimem os Párocos e que rezem por eles e pelo seu Bispo, «para que, o nosso amor fiel a Cristo, se alimente cada dia no testemunho da Palavra que vos anunciamos e se fortaleça, sempre mais, no dom da Eucaristia que vos distribuímos, para que a nossa entrega, sem reservas, a esta nossa Igreja diocesana, seja sinal e de Cristo Bom Pastor, que continua a dar a vida pelas suas ovelhas».
D. Manuel Quintas para além de recordar que «não nos cansemos de continuar a pedir ao Senhor da messe o dom de novas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada para a sua Igreja», quis lembrar, na celebração, as pessoas atingidas pelo coronavírus: «os doentes e os que deles cuidam, os falecidos e seus familiares que choram a partida dos seus entes queridos, por vezes, sem poder dizer-lhes o último adeus». «O Senhor da vida acolha no seu Reino os falecidos, dê conforto e esperança aos que ainda se encontram a atravessar esta provação, não falte com o necessário aos que sofrem as consequências laborais e sociais desta pandemia e desperte em todos nós sentimentos mobilizadores de apoio fraterno e solidário», pediu.

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Com Ecclesia

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