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O bispo do Algarve abordou a temática “A Palavra de Deus: verdade que não engana nem ilude” na sua segunda Catequese Quaresmal, apresenta no passado domingo, debruçando-se concretamente «sobre a Palavra de Deus na nossa vida quotidiana, tema ao qual associarei a relação da Palavra de Deus com a Igreja e com a Eucaristia». Estas catequeses têm como tema geral “Viver a partir de Cristo”.

No início da Catequese, mencionando os condicionalismos de comunicar sem ver rostos e sem uma assembleia presente, recordou que o objetivo que une todos é «o nosso caminho quaresmal, com o propósito de criar mais espaço à presença de Deus e dos outros na nossa vida, a começar pelos que nos são mais próximos».
Na Catequese, integrada na oração de vésperas que teve lugar na capela do Seminário de São José de Faro, com transmissão em direto nos canais oficiais da Diocese do Algarve, o bispo diocesano indagou acerca do lugar da Palavra de Deus na vida dos cristãos, constatando que «a Bíblia adquiriu nos nossos dias, particularmente nas famílias cristãs, um lugar habitual e por vezes, com mais de um exemplar. Podemos questionar-nos se ocupa o lugar que lhe é devido e mais adequado para a Palavra de Deus. Não me refiro ao espaço físico, embora também esse seja importante».
Esclarecendo, à luz da Sagrada Escritura, que o lugar da Palavra de Deus «é na boca para professar a fé no Senhor Jesus e no coração para acreditar que Deus o ressuscitou, a que associamos, naturalmente, os olhos para a ler, os ouvidos para a escutar e a vida para a observar, testemunhar e anunciar», afirmou que «não há Igreja nem vida cristã autêntica sem escuta da Palavra de Deus e a prática de quanto ela propõe.
Seguindo a sua Catequese e falando da Palavra de Deus, da Igreja e da Eucaristia como sinais e presença de Cristo, D. Manuel Quintas questionou: «em tempo de confinamento em que não podemos, como gostaríamos e desejaríamos, participar na Eucaristia de modo presencial, como fazer?». Começou por dizer que esta questão é precisamente «a razão que me leva a destacar a ação da Palavra de Deus na Igreja e a sua importância na vida de cada cristão, particularmente quando privados da participação na Eucaristia». E respondeu à questão levantada, afirma que «na impossibilidade de nos alimentarmos das duas mesas – da Palavra e da Eucaristia – é sensato, para não deixar esmorecer a força da fé e cair na fragilidade espiritual, alimentarmo-nos da mesa da Palavra, que desperta para a oração pessoal e familiar e mobiliza para a prática da caridade».

Já num último ponto desta Catequese, o bispo diocesano começou por afirmar que «a compreensão mais plena da Palavra de Deus e a sua aplicação à nossa vida pessoal, familiar e eclesial, só é possível com a ajuda do Espírito Santo», e que, por isso mesmo, «a dimensão comunitária e eclesial é outro contributo essencial para a sua compreensão», tendo em conta que «a Bíblia foi escrita pelo Povo de Deus e para o Povo de Deus, sob a inspiração do Espírito Santo».
Concluiu esta segunda Catequese Quaresmal exortou todos a considerar a Bíblia como «o “celeiro” e a “dispensa” da família, que a todos oferece o alimento diário, diria mesmo a ementa que cada um precisa, para fortalecer a fé, perseverar na oração, alimentar a esperança e impelir para a caridade».

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