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Bispo do Algarve diz que acolherá a mudança se a Igreja optar pela ordenação de homens casados

Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve admite que o papa Francisco possa estar a estudar a possibilidade de ordenar homens casados e diz que “não teria problemas em acolher na diocese” essa mudança.

“Compete-me estar aberto a todas as possibilidades e a todas as orientações da Igreja que venham nesse sentido”, disse D. Manuel Quintas no passado sábado à noite no Teatro Lethes, em Faro, convidado do ciclo “Conversas com Vida Dentro”.

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O prelado lembrou que essa possibilidade é distinta da do fim do celibato para os sacerdotes, embora recorde que “houve um período na Igreja em que os padres casavam”. “Custa-me a afirmar que se os padres pudessem casar tínhamos muitos mais do que temos”, considerou, reconhecendo a preocupação da Igreja com a diminuição do número de vocações.

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“Eu não digo que somos poucos, digo que somos menos do que éramos antigamente. Nós queixamo-nos que antes os seminários estavam cheios, mas cheios de gente que saía. Éramos poucos. De certa maneira, aqueles que perseveram agora não são menos do que os que perseveravam antes”, afirmou, lembrando que de todos os que entraram consigo para o Seminário Missionário Padre Dehon, no Porto, não chegou nenhum a ser ordenado. “Só fiquei eu e dos que entraram antes de mim, só um é que continuou e hoje é padre”, contou.

O bispo diocesano considera que o “assoberbamento do trabalho dos [sacerdotes] que existem também se deve ao dinamismo que têm as comunidades que não tinham noutros tempos”. Por isso, D. Manuel Quintas defendeu ser preciso “investir ainda mais nos leigos”. “Isso certamente reservaria o pastor para exercer aquelas funções que lhe competem a ele”, sustentou.

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D. Manuel Quintas concordou ainda que a Igreja poderia aproveitar melhor as redes sociais e as novas formas de comunicação. “Gostava de ter, mas não tenho tempo para isso. É uma ferramenta excelente que não conseguimos utilizar como gostaríamos”, lamentou, ressalvando, contudo, que prefere o “face to face” (contacto cara a cara) ao Facebook. “As visitas pastorais servem para isso”, sustentou.

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