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No dia de ontem, Domingo de Páscoa, em que os cristãos celebraram a ressurreição de Jesus Cristo, o bispo do Algarve, considerou que, “para além de todas as dúvidas e crises pessoais e sociais, para além da própria morte, Cristo ressuscitado abre caminhos de vida e de esperança”.

Na Eucaristia a que presidiu na catedral de Faro, D. Manuel Quintas lembrou que a “Páscoa de Cristo ressuscitado é verdadeiramente a festa da vida porque festa da alegria e da esperança”. O prelado explicou que “celebrar a Páscoa é deixar-se contagiar pela alegria que inundou os discípulos de Jesus na manhã daquele primeiro dia da semana”. “A ressurreição de Cristo é garantia da nossa própria ressurreição”, justificou.

Partindo do exemplo de Tomé, o bispo do Algarve reconheceu que “não foi fácil acreditar na ressurreição de Cristo”. “Nem todos naquele tempo, e em todos os tempos, fazem o percurso de fé do apóstolo João. O apóstolo Tomé permaneceu para sempre como paradigma da dificuldade pessoal em acreditar, mesmo perante o testemunho dos outros apóstolos. O seu percurso é o percurso de tantos dos nossos contemporâneos, empenhados na procura da verdade sobre a vida e o seu sentido: a procura da verdade sobre o homem, sobre o mundo”, evidenciou D. Manuel Quintas.

Citando palavras do Papa na recente viagem ao México e a Cuba, o bispo do Algarve lembrou que “a verdade é um anseio do ser humano e procurá-la supõe sempre o exercício de liberdade autêntica”. “O Cristianismo não impõe mas propõe o convite de Cristo para conhecer a verdade que nos torna livres”, sustentou, exortando os cristãos ao testemunho do ressuscitado. “Como discípulos de Cristo ressuscitado somos chamados a dirigir este convite aos nossos contemporâneos, mesmo perante o sombrio presságio da rejeição e da cruz. O encontro pessoal com Aquele que é a verdade em pessoa impele-nos partilhar este tesouro com os outros, especialmente através do nosso testemunho”, apelou.

D. Manuel Quintas lembrou que “só a renúncia ao pecado e a um coração cego e endurecido é caminho de liberdade que conduz a uma vida nova na qual germinará e frutificará o amor transformador e rejuvenescedor de Cristo ressuscitado”.

O bispo diocesano referiu-se a “tantas formas de injustiça humana, de doença, de solidão, de incompreensão dos mais próximos”, as “limitações pessoais, o egoísmo, o apego ao que é passageiro e supérfluo, a falta de amor, o retraimento em partilhar e o desviar o olhar ou fechar os olhos aos mais necessitados” para assegurar que “Cristo ressuscitado e a luz que brota da sua ressurreição ilumina toda a vida, mesmo os dias mais sombrios, mais densos de sofrimento”.

A terminar, D. Manuel Quintas exortou os cristãos algarvios a deixarem-se “iluminar pela luz” da ressurreição de Cristo e anunciarem a todos a “mensagem de amor, de sentido para a vida, de verdade sobre a vida e o homem, de alegria e de esperança que Ele trouxe ao mundo”.

Samuel Mendonça

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