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Bispo do Algarve envia três voluntários em missão para Moçambique

Elisabete Matos (E), Andreia Barracha (C) e Hélio Boto (D) - Foto © Samuel Mendonça
Elisabete Matos (E), Andreia Barracha (C) e Hélio Boto (D) – Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve vai enviar no próximo domingo três voluntários em missão para Moçambique.

Os missionários, que serão enviados com uma bênção na eucaristia das 12h na igreja matriz de Lagoa, estão ligados ao projeto de cooperação e desenvolvimento Boluka Kua Zua (expressão de um dialeto moçambicano que em português significa nascer do sol), constituído em 2010 por missionários do Algarve com o suporte das irmãs Franciscanas Missionárias de Maria.

Andreia Barracha, Elisabete Matos e Hélio Boto irão no início de 2017 dar continuidade ao trabalho realizado desde 2010 por outros missionários algarvios na missão daquela congregação na cidade da Beira. Os voluntários irão trabalhar concretamente no Centro Nutricional Maria da Paixão, no Bairro da Manga, que conta já com um Centro de Moagem construído no âmbito do Boluka Kua Zua. O centro nutricional providencia não só a alimentação, mas também a educação e a formação para a saúde a mães e a crianças dos sete meses aos cinco anos, algumas órfãs de ambos os pais e doentes de HIV/SIDA, malária ou tuberculose.

Já na posse dos vistos de permanência no país, Andreia Barracha e Elisabete Matos, respetivamente naturais de Moncarapacho e de Ourique (Alentejo), seguirão para Moçambique no dia 1 de janeiro do próximo ano, a primeira para permanecer durante cerca de dois meses e a segunda metade desse tempo. Hélio Boto, natural de Portimão, deverá seguir apenas no final de fevereiro ou princípio de março também para ficar não menos de um mês.

Andreia Barracha, educadora social a trabalhar atualmente na área do turismo sénior, Elisabete Matos, gerente comercial, e Hélio Boto, arquiteto e ilustrador, conseguiram todos conciliar o trabalho profissional com a realização desta experiência. A primeira integrou há cerca de um ano o Boluka Kua Zua que conheceu através da página daquele organismo na rede social Facebook, a segunda chegou em 2012 ao grupo que conheceu através de Ana Poupino, uma das primeiras missionárias e iniciadoras do projeto e o terceiro integrou no final de 2013 o Boluka Kua Zua que conheceu através de uma colega de voluntariado no Hospital de Portimão.

Para além de terem frequentado as formações promovidas aquele projeto de cooperação e desenvolvimento desde a sua integração no mesmo, os missionários realizaram ainda no último ano todas as formações promovidas pela FEC – Fundação Fé e Cooperação.

Andreia Barracha, residente em Moncarapacho, contou ao Folha do Domingo que “desde há muitos anos” espera ter uma experiência como esta. “Estou muito ansiosa, com muitas expetativas, mas tudo o que vier será bem-vindo. Quando chegarmos lá é que vamos ver o que há para fazer”, afirmou, acrescentando que a preocupação de “ajudar o próximo teve sempre muito presente” na sua vida.

Elisabete Matos, residente no Carvoeiro (Lagoa), esteve a um passo de ir em missão em 2013 para Angola. “Estou ansiosa porque espero há quatro anos. Tenho todas as expetativas, mas estou de coração e mente aberta. Vou pronta para fazer o que for preciso”, testemunha.

Hélio Boto, residente em Portimão, assegura não ter expetativas porque “não vale a pena”. Aquele voluntário acrescenta que “a ideia de fazer uma missão deste género faz parte de um percurso de vida”. “Faço voluntariado para outras instituições aqui no Algarve com regularidade”, explica.

Dos três, a mais integrada na Igreja Católica é a Andreia Barracha. Pertencente à paróquia de Moncarapacho, a jovem sempre frequentou a catequese e fez parte do Agrupamento 1255 do Corpo Nacional de Escutas. “Afastei-me um bocadinho na altura da universidade, mas quando comecei a trabalhar no Centro Comunitário de Estoi fui convidada para fazer o Convívio Fraterno e isso originou uma mudança”, lembra, explicando que o compromisso com a paróquia se reforçou e que agora faz parte do grupo paroquial de jovens.

Elisabete Matos esteve inserida na Igreja alentejana até aos 15 anos. “Com a vinda para cá desliguei-me da Igreja, tive muitos anos afastada e depois, há uns sete anos, já depois de casada, foi quase como um chamamento. Comecei a frequentar outra vez a Igreja, mas não muito. Não sou assídua”, refere.

Hélio Boto cresceu num infantário da paróquia da Mexilhoeira Grande e até chegou a frequentar o Pré-seminário. “Apesar de não ter uma ligação à Igreja nos dias de hoje, acho que continuo a transmitir os valores que me foram transmitidos e levo esses valores para onde vou”, conta.

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