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Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve explicou no passado sábado que este ano pastoral de 2016/2017 da Igreja algarvia será iluminado tendo presente o centenário das aparições em Fátima, procurando evidenciar a “centralidade de Maria unida a Cristo”.

“Seria um pouco estranho que nós, como diocese, não déssemos o devido relevo a este acontecimento que tem a ver com a Igreja toda em Portugal”, afirmou D. Manuel Quintas na Assembleia Diocesana que reuniu cerca de 400 representantes das paróquias, dos serviços e movimentos da Diocese do Algarve no Centro Pastoral de Pêra.

Assembleia_diocesana_2016_tarde (2)Na apresentação que fez do Programa Pastoral 2016/2017, o prelado deteve-se em três documentos do papa que considerou inspiradores para a ação da Igreja algarvia: a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A Alegria do Evangelho), a bula para o Ano Santo da Misericordia ‘Misericordia vultus’ (O Rosto da Misericórdia) e a exortação apostólica pós-sinodal ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor).

D. Manuel Quintas considerou que os três documentos não podem cair no esquecimento e que não devem limitar-se no tempo. “São indicações que o papa nos dá e que ele quer sejam expressão do nosso ser Igreja e da Igreja como «mãe» que acolhe”, advertiu.

O bispo diocesano lembrou que, ao longo deste ano, a Igreja algarvia pretenderá privilegiar, como “opções prioritárias”, a pastoral familiar, a pastoral juvenil e a pastoral vocacional.

Referindo-se às “perspetivas pastorais” para este novo ano, D. Manuel Quintas destacou, entre outros aspetos, a renovação das promessas batismais das famílias, a orientação dos noivos, o acompanhamento dos esposos, o acompanhamento das pessoas abandonadas, separadas ou divorciadas. “É uma realidade que a todos nos deve desafiar, envolver, motivar para esta pastoral familiar. É preciso acompanhar estes casais seguindo o seu próprio ritmo”, alertou, acrescentando ser necessário ajudar as famílias a “encontrar o seu lugar na comunidade, embora participem na vida da Igreja de maneira própria, atendendo à sua situação”.

O bispo do Algarve desejou que os princípios inspiradores do Programa Pastoral “ajudem e motivem” para as ações previstas, particularmente as que se referem à pastoral familiar.

Na eucaristia, que teve lugar ao final da manhã, na igreja matriz de Pêra, D. Manuel Quintas explicou que cada paróquia deverá adequar as orientações à sua realidade própria. “Aquilo que se propõe para toda a diocese não quer dizer que todas as paróquias têm de viver integralmente. Cada uma adequará depois ao seu próprio ritmo, à sua própria realidade, aos próprios apelos que tem como realidade concreta e diferenciada de outras”, afirmou.

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Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve alertou ainda para o perigo do desânimo, embora reconhecendo haver “dificuldades na estruturação dos serviços” na diocese e nas paróquias e na concretização das propostas apresentadas. “Há dificuldades? Claro que há. Onde é que elas não existem?”, perguntou.

A partir de uma intervenção do papa Francisco na sua viagem à Geórgia, alertou para o perigo da “esterilidade espiritual”, criticando o “descontentamento crónico que cega a alma de quem está sempre a ver mal e só o que o próprio faz é que é bom”, levando-o a pensar que é melhor “ficar quietinho e não fazer nada”.

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