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Bispo do Algarve iniciou 2018 com apelo à contribuição para a solução dos problemas do mundo

Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve lembrou ontem que a contribuição para a solução dos problemas do mundo compete a todos.

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No primeiro dia de 2018, em que se celebrou o Dia Mundial da Paz e a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, D. Manuel Quintas disse ser importante que todos saibam e assumam que também são “parte não apenas dos problemas que acontecem, mas de maneira particular da solução desses problemas, sejam eles quais forem e de que origem forem”.

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O prelado, que falava na eucaristia a que presidiu (como acontece anualmente) no Santuário de Nossa Senhora da Piedade (popularmente conhecida como Mãe Soberana), em Loulé – o santuário mariano de maior expressão no Algarve –, começou por lembrar “aqueles que foram vítimas e que sofreram as consequências dos incêndios de junho e outubro”. “É difícil, ao iniciar este ano e lançando um olhar sobre o ano que termina, não nos determos nesses dias terríveis com consequências nefastas para tantas famílias e tanta gente”, disse.

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O bispo do Algarve convidou a louvar a Deus “por toda a solidariedade que surgiu” na sequência daqueles acontecimentos que considerou ser “caraterística do povo português”. “É também importante olharmos para o futuro, pedindo ao Senhor que ele seja diferente e que esta solidariedade não tenha que suprir aquilo que é responsabilidade de todos, particularmente daqueles que são os responsáveis mais em prevenir do que em remediar”, acrescentou.

Centrando-se na mensagem do papa para o 51º Dia Mundial da Paz, D. Manuel Quintas lembrou que Francisco se deteve na realidade de “todos aqueles que são os migrantes e sobretudo os refugiados”, com “todas as consequências que sofrem nas suas vidas à procura de um futuro melhor, precisamente à procura da paz para si e para as suas famílias”. “Temos imagens que nos deixam perplexos, estarrecidos, diante de tanta gente que se expõe aos perigos mais diversos (até da própria vida) para procurar um mundo melhor para eles e para as suas famílias”, lamentou.

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Lembrando que o papa lançou a todos o repto para que, desde o primeiro dia deste novo ano, se empenhem em “construir em paz”, D. Manuel Quintas evidenciou que também os cristãos devem dar o seu contributo “para que possa progredir-se na resposta” à questão dos refugiados, “um drama que é complexo na sua origem e que é complexo também na resposta a este problema”. “Ele dá-nos quatro atitudes que identifica com quatro verbos [acolher, proteger, promover e integrar] que podem ser uma espécie de programa para todos nós ao longo deste ano, não apenas pensando nos refugiados, mas em todos aqueles que vêm ao nosso encontro, que se refugiam em nós e que procuram em nós refúgio para os seus problemas, para as suas dificuldades”, acrescentou.

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O bispo diocesano aprofundou então a dimensão da construção da paz com os mais próximos. “Quando desejamos bom ano a outra pessoa quer dizer que vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que ela tenha um bom ano”, exemplificou, acrescentando: “o ano será tanto melhor, quanto melhor nós formos porque somos nós que fazemos os anos bons”.

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Neste sentido, D. Manuel Quintas afirmou que a bênção de Deus que tantos foram ontem pedir naquele santuário mariano para o novo ano, “quando acolhida com amor e gratidão, gera na vida dos abençoados gestos concretos de amor e de paz, ou seja, faz com que o abençoado se torne bênção para os outros”. “Os seus gestos e atitudes são até uma forma de abençoar os outros, de dizer bem e bendizer os outros”, acrescentou. “Que cada um de nós seja portador desta bênção de Deus em cada dia do ano e a cada um dos seus familiares e todos aqueles com os quais se cruzar ao longo de todo este ano”, concluiu, pedindo também a “proteção e o amparo de Nossa Senhora”.

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