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Domingo_ramos_2014 (6)Tal como o fez o Papa Francisco, também o bispo do Algarve iniciou ontem as celebrações da Semana Santa, na missa de Domingo de Ramos, questionando os católicos algarvios sobre a sua atitude perante Jesus.

“Sabemos que a paixão de Jesus acontece hoje de diferentes formas e situações, talvez tendo-nos também a nós como participantes. Cristo é aquele que hoje continua a sofrer em tantos dos nossos irmãos. E como é que nós agimos e reagimos nestas situações? Com qual destes personagens, que intervêm na paixão e morte de Jesus, nos sentimos identificados? Qual destes personagens melhor pode ajudar-nos a reviver esta Semana Santa e a crescermos numa verdadeira identificação com a pessoa de Cristo?”, questionou D. Manuel Quintas, ontem de manhã, na celebração que teve início junto à igreja de Misericórdia de Faro com a bênção dos ramos, à qual se seguiu a procissão até à Sé, prosseguindo ali a eucaristia.

“Proclamar Jesus como nosso rei e messias significa acolhê-lo como alguém que nos convida a viver a vida com alegria e entusiasmo, mesmo no meio do sofrimento e das paixões dolorosas como reviveremos ao longo desta semana. Com ele, como nosso Rei, Mestre e Senhor, certamente encontraremos a força de que precisamos para ultrapassar essas situações mais dolorosas da nossa vida”, complementou, lembrando que os seguidores de Jesus nunca devem ser “homens e mulheres tristes”. “Nunca devemos deixar-nos dominar pelo desânimo”, frisou, lembrando que a alegria cristã se apoia em Jesus “mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem intransponíveis”.

“Mais do que erguer ramos ou atapetar o caminho, deixemos que ele passe por nós. Abramos-lhe o coração e a vida com a certeza de que ele nos acompanha e torna mais leve as nossas canseiras e fardos”, exortou.

Ontem, o bispo diocesano começou por lembrar que Jesus é um “rei diferente e especial que vem montado num jumentinho”, “rei que não vem para mandar, nem para ser o primeiro, nem convocar para a guerra”. “Vem convocar para uma grande revolução. Essa revolução é pacífica porque tem como únicas armas os valores do reino que ele veio anunciar, entre os quais o amor”, afirmou D. Manuel Quintas, apelando aos cristãos que sejam “construtores deste reino de amor, de paz, de justiça, de verdade, de misericórdia e de reconciliação”.

A Semana Santa, que teve ontem início com a evocação da entrada de Jesus em Jerusalém, terá como ponto alto a celebração da Vigília Pascal no próximo dia 19 de abril, na passagem de Sábado Santo para Domingo da Ressurreição. Este acontecimento, que sustenta a sua fé, trata-se da celebração mais importante para os crentes em Jesus Cristo.

A imersão no «coração» das celebrações pascais dá-se Quinta-feira Santa (17 de abril) com o início do Tríduo Pascal, na Missa vespertina da Ceia do Senhor.

Os horários das celebrações de toda a Semana Santa nas paróquias do Algarve estão disponíveis no sítio da Diocese do Algarve na internet.

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