Pub

No início da missa de abertura da visita pastoral, na igreja de São Francisco, o pároco de Loulé, o padre Henrique Varela, lembrava que o prelado vinha como “pastor” e desejava que esta visita servisse para “estimular mais e mais” aquelas paróquias e fosse um “momento de graça” para todos.

D. Manuel Quintas esclareceu que apenas é sinal d’Aquele que é “verdadeiramente o Bom Pastor”: Jesus. “A missão do bispo na diocese e do pároco na paróquia deve ser referência de Cristo, Bom Pastor”, afirmou, lembrando que é Cristo quem “fortalece na fé”, “defende”, “encoraja” e “estimula”.

O Bispo diocesano lembrou, por isso, o objetivo de “toda a visita pastoral”: “abrir-nos mais a esta presença de Cristo na nossa vida”. “Compete-nos apenas criar as condições para que Cristo entre, de uma maneira mais plena, na nossa vida, na nossa casa, na nossa família, no nosso trabalho. Gostaria que esta dimensão da visita pastoral estivesse presente em todos os atos que a vão constituir. Gostaria que crescêssemos na confiança na pessoa de Cristo, que criássemos as condições para nos encontrarmos verdadeiramente com Ele, ao nível da fé, que nos deixássemos conduzir e amar por Ele”, apelou, considerando que “só a partir desse encontro pessoal com Cristo é que a nossa fé se fortalece”.

D. Manuel Quintas considerou que o bispo deve, por isso, “servir o povo à maneira de um pastor que conhece e é conhecido, que anima, encoraja e estimula”.

Na missa, que foi concelebrada ainda pelos padres António de Freitas e José António Nobre, respetivamente pároco “in solidum” e pároco aposentado de Loulé, o prelado lembrou ainda que a visita serve para conhecimento mútuo entre a comunidade e o bispo e é um “tempo de graça”. “Cada visita pastoral é um tempo de graça, de dom e de crescimento na consciência do amor que Deus nos tem”, afirmou, acrescentando sentir-se sempre “mais forte”, “mais encorajado” no seu serviço, ministério e missão pastoral”. “Estou certo de que isto passa também para as comunidades diocesanas”, complementou, advertindo que “isto não é obra do bispo”.

Pela primeira vez em Loulé em visita pastoral, D. Manuel Quintas, que ontem ainda administrou, à tarde, o sacramento do Crisma a cerca de 50 jovens, visitará a Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, o Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF) e as restantes escolas, a Santa Casa da Misericórdia, o Refeitório Social, o Lar de São José, o Centro de Saúde, o Centro de Acolhimento de São Clemente, o Centro Paroquial, a Associação dos Doentes Mentais Famílias e Amigos do Algarve (UNIR), a Associação para a Intervenção e Reabilitação de Populações Deficientes e Desfavorecidas (EXISTIR), a GNR, os Bombeiros Municipais, e a fábrica da CIMPOR.

O bispo do Algarve encontrar-se-á ainda com os agentes da Pastoral Litúrgica e da Pastoral Social das paróquias louletanas, com os membros dos Conselhos Económicos Paroquiais e com os catequistas, crianças e adolescentes da catequese, com a Comunidade das Irmãs Doroteias, com o Agrupamento do 290 do Corpo Nacional de Escutas e com os doentes, aos quais administrará o sacramento da Unção.

D. Manuel Quintas visitará ainda as comunidades de Vale Judeu, Boa Hora, Monte Seco, Parragil e Momprolé.

Samuel Mendonça
Pub