O bispo do Algarve disse ontem, em São Brás de Alportel, estar a iniciar um caminho pastoral de proximidade com as paróquias que tem no “farol” o seu símbolo, identificando-o com Jesus.



“Inicio hoje uma campanha, não uma campanha eleitoral, mas uma visita relacional e pastoral que tem como orientação o farol que conhecemos muito bem nestas terras algarvias como símbolo de orientação. Aponta e, sobretudo, é elemento de esperança”, afirmou D. Vitorino Soares, durante a Eucaristia a que presidiu de manhã, na igreja matriz.



A paróquia de São Brás de Alportel foi a primeira a receber a visita do bispo no âmbito da iniciativa ‘FAROL – Fé que aproxima, Igreja que encontra’. Anunciada numa nota pastoral, a iniciativa pretende promover a sua “presença e proximidade” junto das comunidades paroquiais da diocese.



“O farol tem esta capacidade de nos dizer que não estamos perdidos. Por isso, mesmo que andemos muitas vezes desorientados, temos esta referência que nos permite um futuro e um amanhã. O farol é essa referência que nos mantém seguros, que nos mantém no bom caminho e numa boa direção”, realçou D. Vitorino Soares na Eucaristia concelebrada pelo pároco de São Brás de Alportel, o padre António Farias.



Ao refletir sobre o lema – ‘Fé que aproxima, Igreja que encontra’ –, o bispo destacou os verbos “Aproximar” e “Encontrar”, que considerou “bem referentes no Evangelho” de ontem. Acrescentou ainda um terceiro verbo, “Transformar”, que disse estar presente na conclusão do texto.



Sobre o primeiro, explicou que quem “propõe o movimento de aproximação é Jesus”. “É nesta aproximação que também podemos estar com Ele”, afirmou. Quanto ao “Encontrar”, observou que o encontro permite relacionarmo-nos com “uma Igreja constituída por uma grande diversidade de pessoas”.



“Mais novos, mais velhos, mais saudáveis, mais doentes, mais cultos, menos cultos, mais ativos, mais passivos, não importa muito. Só o Senhor conhece o ritmo de cada um. Nesta aproximação vamos também entrar noutro nível, que é o nível do encontro com o outro, o nível que nos permite estar também com os outros. Encontramo-nos porque houve Alguém que nos convidou a todos”, desenvolveu.

D. Vitorino Soares considerou que à aproximação e ao encontro deve seguir-se a transformação. “Depois de nos aproximarmos, depois de nos encontrarmos, está aqui a «cereja em cima do bolo», que é a transformação, a conversão, a renovação. Quem está com Jesus e está com os outros, está convidado a deixar-se transformar”, observou, acrescentando: “é Jesus, que nos aproxima, que nos reúne, mas também quer que sejamos parecidos com Ele”.

“É Ele que nos transforma, que sara as nossas feridas, que nos dá essa saúde. Que esta Eucaristia seja esse momento de proximidade com Jesus, de encontro com os outros e de transformação para todos”, desejou.
Depois da celebração em que estiveram presentes a presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, o presidente da Assembleia Municipal, Vitor Guerreiro, e o provedor da Misericórdia, Júlio Pereira, D. Vitorino Soares presidiu ainda, ao final da manhã, à Eucaristia no sítio da Mesquita.
Bispo do Algarve arranca com iniciativa ‘FAROL’ para “encontro pessoal com as comunidades”











