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Bispo do Algarve instituiu acólito e leitor no encerramento do Lausperene

Foto © Silvério Conceição

A Igreja do Algarve conta, desde esta noite, com um novo acólito e um novo leitor instituídos pelo bispo do Algarve no decurso da eucaristia de encerramento do Lausperene, na nova igreja matriz de Almancil.

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D. Manuel Quintas instituiu o seminarista António de Almeida, natural de Tavira e a frequentar o 6º ano do curso de Teologia, no ministério de acólito e o seminarista Fábio Pedro, natural de Loulé e a frequentar o 5º ano do mesmo curso, no ministério de leitor.

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A instituição de leitor foi simbolicamente assinalada com a entrega, por parte do prelado, da Sagrada Escritura, o livro da palavra de Deus que é proclamado na assembleia dos fiéis. No caso do acólito, a instituição foi assinalada com a entrega do cálice com a missão de servir dignamente a mesa de Deus e da Igreja.

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As instituições, agora recebidas pelos seminaristas, são um passo para as suas futuras ordenações sacerdotais. Isso mesmo explicou o bispo do Algarve, frisando que à medida que os seminaristas se vão aproximando do sacramento da ordem, “a Igreja propõe-lhes que se identifiquem de uma maneira mais plena com a pessoa de Cristo, através da escuta da palavra e, de maneira particular, através da eucaristia”.

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D. Manuel Quintas referiu-se depois concretamente aos instituídos. “Eles recordam-nos a importância da palavra e da eucaristia na nossa vida cristã, mas sobretudo neles que estão a caminhar rumo ao sacramento ordenado como diáconos e como presbíteros”, afirmou, lembrando que “este tempo é caracterizado por duas palavras: discipulado e configuração”. “Que é que isto quer dizer? Que todos, a partir do batismo, devemos ser discípulos de Cristo e configurarmo-nos com Ele, mas muito mais aqueles que são chamados a esta vocação particular na Igreja”, explicou.

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O prelado destacou que o tempo do Seminário é, acima de tudo, um “tempo de ser discípulo e de se identificar de configurar” com Cristo, particularmente com estes ministérios, “tendo presente a importância da palavra e da eucaristia como dois meios fundamentais para se crescer em ser discípulos e nesta configuração com Ele”. “Eles são chamados a servir a comunidade com a palavra e com eucaristia, tendo em conta aquilo que diz respeito a cada um destes ministérios, mas sobretudo a servirem-se a si mesmos desta palavra, a recorrerem à palavra e à eucaristia como meios imprescindíveis de identificação com a pessoa de Cristo já que vão ser chamados a agir em seu nome e a ser pastores da comunidade que o Senhor lhes confiar”, sustentou.

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No entanto, a intervenção de D. Manuel Quintas ficaria marcada pelo esclarecimento de que a o chamamento vocacional “não é um direito”, nem “conquista pessoal”, “mesmo para quem tem o curso de teologia”. “É um dom que somos chamados a reconhecer e a acolher e, antes disso ainda, a pedir”, evidenciou, lembrando ser preciso “criar as condições” para que o dom, a “pequenina semente possa crescer e possa frutificar”. “E os frutos são sempre o serviço”, acrescentou, alertando que “tudo o que seja fora disto, não resulta” e pode dar origem a “vocações falhadas”.

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A instituição no ministério de leitor, que também pode ser conferida a pessoas não candidatas ao sacerdócio, consiste então na capacitação para proclamar, solenemente, a palavra de Deus na comunidade cristã.

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O serviço do acólito centra-se também, de maneira particular, na eucaristia que aquele que é instituído neste ministério passa a distribuir a todos, particularmente àqueles que não podem abeirar-se dela como os doentes.

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Instituídos leitor e acólito, Fábio Pedro e António de Almeida, completaram, respetivamente, a primeira etapa e a segunda que precede a terceira e última, – o diaconado –, antes da ordenação sacerdotal.

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O bispo do Algarve exortou ainda os muitos diocesanos presentes, que encheram a igreja de Nossa Senhora de Fátima, a “pedir sem esmorecer e a agradecer o dom de novas vocações e o dom da fidelidade àqueles que o Senhor já chamou sem estar à espera do lausperene do próximo ano”. “Precisamos de nos unir nesta oração. De facto, esta cadeia de oração, que mais uma vez celebrámos na nossa Igreja diocesana, une-nos no reconhecimento desta nossa corresponsabilidade de pedimos ao Senhor da messe e de nos comprometermos e envolvermos a todos os níveis no apoio ao Seminário”, afirmou, pedindo-lhes que sintam a instituição como um “prolongamento” da sua própria casa e os seminaristas e os padres como também “membros” da sua própria família.

A eucaristia, concelebrada por vários sacerdotes e diáconos do Algarve, contou também com a concelebração do reitor do Seminário Maior de Évora, o padre Vicente Nieto Moreno.

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