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D. Manuel Quintas falava na catedral de Faro, na homilia da Eucaristia interparoquial de abertura da visita pastoral que está a realizar às paróquias da cidade perante uma assembleia de várias centenas de pessoas que encheu por completo a igreja.

“A crise não se resolve lamuriando-nos ou desanimando-nos uns aos outros, mas cada um pondo ao serviço de todos os dons que tem. As crises podem ser momento de crescimento, purificação e até de rejuvenescimento no entusiasmo a todos os níveis: pessoal, familiar, social, cívico, eclesial e comunitário”, disse o prelado.

D. Manuel Quintas aludia à responsabilidade dos católicos se comprometerem, “como fermento que leveda a massa”, nas situações que vivem e particularmente na atual situação de crise. Com base na leitura da parábola dos talentos, contada por Jesus, que ontem incluiu a liturgia da Igreja, o bispo diocesano, referiu-se à “importância de cada um colocar ao serviço de todos os diferentes dons que tem”. “Quem não procede deste modo assemelha-se àquele que vive pensando que nunca vai morrer e, quando morre, dá-se conta que não viveu porque chega ao fim de mãos vazias”, advertiu D. Manuel Quintas.

O bispo do Algarve salientou ainda que, no seio das paróquias, “é importante não descansar à «sombra» de alguns que se chegam à frente”. “Quando isso acontece a comunidade não cresce e, por vezes, fica reduzida ao prior e um grupinho que anda à sua volta e estão em todas as coisas”, lamentou D. Manuel Quintas.

O prelado frisou a importância de todos se sentirem “corresponsáveis pela Igreja diocesana no seu todo e por cada comunidade em particular”. “É evidente que se pode colaborar de diferentes maneiras”, acrescentou, lembrando a obrigação dos pais que têm os filhos na catequese de corresponderem aos apelos que são feitos pelo pároco e catequistas ou dos que têm o dom para colaborar no canto, nas leituras ou a outros níveis de o fazerem. “Que bom seria que esses dons fossem colocados também ao serviço da própria comunidade. Não podemos pensar que, guardando para nós o único talento que temos, estamos a agir bem. Diz-nos o Evangelho que não estamos”, afirmou.

A concluir, o bispo diocesano lembrou que “contribuir para que o seja mundo melhor” “começa por cada um, à sua volta”.

Samuel Mendonça
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