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“Para nos mostrar o quanto nos quer bem e nos ama, [Deus] precisou de nos amar com um coração humano”, disse D. Manuel Quintas na Sé de Faro, na celebração da solenidade do Sagrado Coração de Jesus que a Igreja ontem celebrou.

“Quando falamos em coração de Cristo, falamos em Cristo que é todo expressão do amor de Deus por nós e não queremos referir-nos ao órgão isolado do corpo”, explicou o prelado, lembrando que “o coração é sempre símbolo da vida, vitalidade e da força que são consequências do amor” e que “o coração é o símbolo mais forte do amor, da totalidade da pessoa”. “Esta festa serve para isso: para despertar em todos nós a grandeza deste amor de Deus por nós. Diante desta constatação não podemos ficar insensíveis e não podemos corresponder com ingratidão”, alertou.

A Igreja algarvia celebrou a solenidade de ontem em comunhão com as congregações e institutos religiosos presentes no Algarve e que se inspiram na espiritualidade do coração de Jesus: as irmãs Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, que ontem renovaram os seus votos de consagração a Deus, e os Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos), congregação à qual também pertence o bispo do Algarve.

A eucaristia foi ainda participada pelos membros do movimento do Apostolado da Oração que se revê na espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus, a quem o bispo do Algarve lembrou a importância da eucaristia e da reconciliação. “São dois sacramentos que nos ajudam a viver a espiritualidade do coração de Jesus e dois meios, profundamente eficazes, de crescermos no caminho da santidade”, afirmou, acrescentando que “a espiritualidade do coração de Jesus para ser autêntica tem de ser eucarística”.

Ontem foi constituído no Algarve um novo grupo do movimento do Apostolado da Oração nas paróquias de Raposeira, Sagres e Vila do Bispo.

Samuel Mendonça

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