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O prelado concretizou que ser tentado “não quer dizer já ter pecado”, “nem é igual a pecar”. “Não devemos pensar que, por sermos tentados, já somos pecadores”, clarificou, acrescentando que, tal como “não basta ter a tentação (propensão, ndr) para fazer o bem, para já se ser bom”, também “não basta ter a tentação para fazer o mal, para já se ser mau”. “Só será mal ou bem se cedermos à respetiva tentação”, complementou o bispo diocesano.

D. Manuel Quintas lamentava que, às vezes, nos deixemos arrastar pela “inclinação para o mal” como “privação da vida de Deus em nós e também da vida dos outros”. “Temos muita dificuldade em assumir as nossas falhas. Todas as nossas opções que significam competir com Deus e com os outros, deixam-nos sozinhos”, constatou o bispo diocesano, contrapondo que uma vida com Deus é “uma vida vivida com liberdade, expressividade e alegria, uma vida plena”. “É isso que perdemos quando nos isolamos, deixamos que o egoísmo venha ao de cima e cortamos com Deus e com os outros”, advertiu.

D. Manuel Quintas já tinha convidado os algarvios, na sua Mensagem para a Quaresma deste ano, a que aproveitarem este tempo litúrgico de preparação para a Páscoa, para “detestar o mal e praticar o bem”.

A Quaresma, que começou com a celebração das cinzas, este ano a 9 de março, é um período de preparação para a Páscoa, maior festa do calendário litúrgico cristão, com a duração de 40 dias – exceção feita aos domingos -, marcados por apelos ao jejum, à partilha e à penitência.

Samuel Mendonça

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