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Foto © Samuel Mendonça
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O bispo do Algarve disse ontem que é “amando os outros, perdoando, acolhendo e indo ao encontro das suas necessidades” que se celebra o coração de Jesus.

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Na homilia da missa da solenidade do Sagrado Coração de Jesus que a Igreja ontem celebrou, D. Manuel Quintas começou por lembrar que celebrar aquela festividade é “celebrar o amor de Deus manifestado no coração humano, amor de que o coração é símbolo e sinal”. “É por isso que neste dia se venera a imagem de Cristo apontando para o seu coração, ou seja, apontando para o seu amor por nós”, sustentou na eucaristia a presidiu ontem ao final da tarde na Sé de Faro.

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Neste sentido, o prelado prosseguiu lembrando que o amor de Deus pelos homens “é um amor desmedido que não cabe em medidas humanas” porque “não tem limites”.

D. Manuel Quintas afirmou ainda que, por isso, “ninguém pode considerar-se excluído do amor de Deus”. “Se é um amor sem limites e sem medidas, quer dizer que cabem todos dentro. Não há ninguém que não seja abrangido por este amor, um amor inclusivo, que abrange todos em todas as situações da vida”, acrescentou.

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Partindo do princípio que ninguém se deve sentir excluído do amor divino, acrescentou também que “ninguém deve sentir-se excluído do perdão, da misericórdia, da bondade de Deus”.

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O bispo diocesano lembrou ainda a importância do coração de Jesus para a fundação da própria Igreja. “O coração de Cristo aberto na cruz é a nossa «maternidade». Foi aí que nós nascemos, no núcleo mais essencial do amor, simbolicamente representado aberto na cruz”, referiu.

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D. Manuel Quintas afirmou que daquela celebração impõe-se, por isso, o “reconhecimento” dos homens pelo amor com que Deus os amou e os continua a amar. O prelado apontou mesmo qual deve ser a resposta humana ao amor divino. “Deixar que este amor frutifique na nossa vida, amando os outros, perdoando, acolhendo, indo ao encontro das suas necessidades. É deste modo que nós celebramos o coração de Jesus”, afirmou.

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“Celebrar o coração de Jesus é celebrar o núcleo mais importante e essencial daquilo que nós somos na Igreja, daquilo que é a expressão da nossa fé e do nosso testemunho, do nosso apostolado que é da oração, ligado ao coração de Jesus, mas que não deixa de ser apostolado”, afirmou ainda o bispo do Algarve, aproveitando a presença dos membros do movimento do Apostolado da Oração que assenta a sua ação na espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus, a quem pediu que promovam uma “oração vivida no mundo, sendo apóstolos do amor, do coração de Cristo”. “É, sobretudo, esta atitude, opção e convicção que somos chamados a renovar ao celebramos esta eucaristia”, concluiu.

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No final da celebração foi admitida uma nova associada no movimento do Apostolado da Oração.

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A Igreja algarvia celebrou a solenidade de ontem em comunhão com as congregações e institutos religiosos presentes no Algarve que se inspiram na espiritualidade do coração de Jesus: as irmãs Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, que ontem renovaram os seus votos de consagração a Deus, e os Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos), congregação à qual também pertence o bispo do Algarve, com os quais concelebrou eucaristia ontem de manhã em Vila Real de Santo António e renovou os votos da sua consagração.

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