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D. Manuel Quintas, nascido em Mazouco (Freixo de Espada à Cinta), concelebrou na celebração evocativa de Nossa Senhora das Graças, presidida na catedral de Bragança, pelo cardeal D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, organismo do Vaticano, falava durante a homilia da missa evocativa da padroeira da cidade transmontana.

Durante a celebração foi benzida uma imagem da Virgem Maria que segura nos braços o corpo sem vida do seu filho Jesus (Pietá), obra da autoria do escultor José Rodrigues, oriundo da diocese transmontana, e inaugurado um conjunto de sete vitrais alusivos às sete últimas palavras de Cristo na cruz, igualmente da autoria do mesmo artista.

Na sua homilia, D. José Saraiva Martins referiu-se à escultura, afirmando ver nela o "fruto de uma aproximação ao Mistério" que "recolhe uma expressão da intensidade na relação com a Mãe de Deus e com o seu Filho Jesus". "Naquele Filho reconhecem-se todos os que labutam e sofrem, os que investem a vida numa entrega de amor e encontram um colo aconchegado de carinho", prosseguiu, enfatizando "os traços de uma mulher transmontana" presentes na escultura.

Esta é a mais recente sé portuguesa, dedicada em outubro de 2001 a Nossa Senhora Rainha, memória que a Igreja Católica assinalou naquele dia.

“Maria não esquece o seu povo peregrino sobre a terra. Ela continua a satisfazer os pedidos dos seus filhos, a interceder por eles, a livrá-los dos perigos, a aliviá-los nas dificuldades”, disse ainda D. José Saraiva Martins.

A missa foi igualmente concelebrada pelo bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, e pelos antigos prelados da diocese (bispos eméritos), D. António Montes Moreira e D. António José Rafael.

No final da Eucaristia, em que tomaram posse os membros da equipa pastoral da Unidade Pastoral de Bragança, seguiu-se a procissão entre a catedral e a igreja da Senhora das Graças por algumas das principais artérias da cidade.

Samuel Mendonça

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