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Com o tema "A Europa de pessoas em movimento. Superar o medo. Elaborar perspectivas", o congresso pretendeu reflectir sobre as consequências do fenómeno da migração e os desafios enfrentados pelas famílias, paróquias e a sociedade civil a fim de traçar um plano de acção pastoral da Igreja na Europa.

Segundo o secretário-geral da CCEE, padre Duarte Cunha, foi sublinhado que a Igreja defende o valor e a dignidade dos migrantes tanto no campo político como pastoral.

"O ponto de referência deve ser sempre a pessoa humana e não somente o fenómeno da migração. Outro aspecto é que a missão de acolhimento da Igreja deve ser baseada na compreensão das diferenças culturais a fim de valorizá-las", disse o sacerdote.

O secretário-geral da CCEE sublinhou a necessidade de promover a unidade familiar, porque a pessoa que migra fica separada de seus familiares. O sacerdote ressaltou também a exigência de acolher as famílias quando se trata de celebração da fé. "O amor é a força capaz de unir e levar adiante, com justiça, o fenómeno da migração. O amor familiar é capaz de reconstruir a sociedade", concluiu o padre Cunha.

Já o presidente da Comissão para a Migração da CCEE, D. José Sánchez González, Bispo de Sigüenza-Guadalajara, ressaltou que a globalização da economia favorece o fenómeno da migração.

O prelado sublinhou também que a migração favorece o encontro entre culturas, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. "A actual situação dos movimentos migratórios na Europa pede uma reorientação das políticas de apoio ao desenvolvimento dos países pobres por parte dos países ricos", concluiu.

Os bispos da Europa condenaram ainda a xenofobia e o clima de “medo” diante dos imigrantes, que tendem a aumentar com a actual crise económica.

Na mensagem final do congresso, os representantes dos episcopados do Velho Continente quiseram afirmar que a presença dos imigrantes é “uma oportunidade para o presente e para o futuro”.

“Constatámos que em muitos países, os imigrantes dão um contributo positivo, não só económico, às sociedades que os sabem acolher”, pode ler-se.

A iniciativa do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) juntou uma centena de delegados, que alertam para “o sofrimento a miséria e o desalento” que atingem muitos imigrantes.

Os participantes deram a conhecer “numerosas iniciativas” desenvolvidas pela Igreja no apoio a estas populações.

Ao longo de cinco dias de trabalho, foram então identificadas três “instituições” particularmente interpeladas pelo fenómeno migratório: a família, as comunidades cristãs e a sociedade.

Redacção com Ecclesia e Rádio Vaticano

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