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O Bispo diocesano, que disse querer ser “sinal desse Pastor que é Cristo”, pediu aos cristãos das três paróquias, no encontro que teve com cada uma delas imediatamente antes de presidir à Eucaristia, que o seu olhar não se fixasse na sua pessoa, mas na de Jesus, pois é com Ele que têm de se “parecer e seguir”.

O prelado, que foi recebido primeiramente em Paderne, logo pela manhã, por um grupo de várias centenas de pessoas que incluiu o rancho folclórico e o grupo motard locais, explicou que “as visitas pastorais fazem parte do ministério e missão do Bispo”, pois são uma “obrigação” e um “dever”, sendo recomendado pela Igreja que se realizem pelo menos de sete em sete anos. “Faz parte da missão do Bispo ser pastor, estar no meio do seu povo, de cada uma das comunidades cristãs para que nos possamos conhecer melhor. Se nos conhecermos melhor podemos amar-nos mais para podermos ser sinal do amor de Cristo por nós e no meio de nós”, disse, destacando a importância do conhecimento de alguém que é membro da mesma família e faz parte da mesma Igreja e justificando que visita pastoral deve ter, por isso, um caráter “familiar”. “Gostava que ao longo do tempo desta visita pastoral vós me sentísseis verdadeiramente membro da vossa família, porque é assim que me vou sentir e sei que vou ser acolhido”, acrescentou.

D. Manuel Quintas, que lembrou estar quase a concluir a visita pastoral a todas as paróquias do Algarve, considerou que, em cada visita pastoral, “Deus manifesta-se em toda bondade, riqueza e abundância dos seus dons”, não só para a comunidade paroquial, mas em primeiro lugar para si próprio. Em resposta ao pároco, que em Boliqueime introduziu a sua presença lembrando que o prelado estava ali também para “estimular e confirmar na fé”, D. Manuel Quintas comprovou que veio para “confirmar na fé”, mas deixou claro que, também ele, é confirmado na sua fé pelo povo que lhe foi confiado. Mais tarde, nas Ferreiras desenvolveria esta ideia. “Eu também sou muito fortalecido na minha fé durante as visitas pastorais que também me confirmam na fé, vocação e missão de pastor desta Igreja diocesana”, afirmou, sublinhando sempre que a visita pastoral é um “grande dom de Deus”.

O Bispo do Algarve disse querer “conhecer melhor” a vida dos cristãos daquelas comunidades “com todas as suas vicissitudes, alegrias, dificuldades e esperanças” e desejou que esta visita pastoral constitua “um momento forte de conversão pessoal”. “Vou ter oportunidade de incluir na minha oração e no meu ministério todas as realidades”, frisou, garantindo que irá rezar e invocar sobre cada um “os dons do Espírito para que seja ele a confirmar, fortalecer e capacitar para o testemunho da fé”.

D. Manuel Quintas invocou ainda à proteção de Nossa Senhora esta visita, a primeira do presente ano pastoral 2009-2010, e apelou, em pleno Ano Sacerdotal, à oração particular pelo pároco daquelas comunidades e pelas vocações sacerdotais e também pelo próximo Curso de Cristandade a realizar na diocese.

O padre César Chantre, que considerou o Bispo diocesano um pastor presente até porque “passa todos os anos pelas freguesias a crismar”, procurou caraterizar as suas paróquias, evidenciando que Paderne é uma freguesia “antiquíssima”. Considerando que “luzes e sombras” têm acompanhado aquela freguesia ao longo dos séculos e que por ali têm passado “sacerdotes brilhantes”, o pároco destacou que “as famílias cristãs de Paderne nunca deixaram de aprofundar a sua fé, não obstante os momentos difíceis da sua história”.

Sobre Ferreiras, que lembrou ser uma “comunidade jovem”, disse estar “sedenta de Cristo”.

Samuel Mendonça

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