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Na sua mensagem para este tempo litúrgico da Igreja de preparação para a Páscoa, divulgada esta manhã pela Diocese do Algarve no seu sítio na internet, D. Manuel Quintas aborda a “estreita relação entre fé e caridade”, explanada na mensagem do Papa para este período.

Neste seu documento quaresmal, intitulado “A fé atua pela caridade”, o prelado volta ao tema já abordado na celebração da missa das Cinzas, na passada quarta-feira, na Sé de Faro, lamentando que o Algarve continue a apresentar as “consequências duma crise económica e social, que tarda a dar mostras de passar”. “Ainda que possam surgir alguns indícios neste sentido, mais anunciados do que verificáveis, o certo é que o desemprego continua a crescer”, evidencia D. Manuel Quintas, recordando que “o Algarve continua, invariavelmente, na primeira linha, com a maior taxa de desemprego”. “Esta situação continua a reclamar a nossa mobilização”, sustenta o bispo diocesano, lembrando que, neste período, os “apelos da Palavra de Deus” e de Bento XVI “despertam” os católicos para a “verdade da fé, unida à caridade, em resposta ao amor de Deus e no serviço aos mais necessitados”.

D. Manuel Quintas, lembrando que “o tempo da Quaresma constitui, anualmente no caminho para a Páscoa, um tempo privilegiado para analisarmos a verdade da nossa relação com Deus, a autenticidade das nossas relações fraternas e a credibilidade do nosso testemunho cristão, explica, então, a relação entre fé e caridade. “A fé faz-nos acolher o mandamento do amor; a caridade dá-nos a felicidade de o pôr em prática. A fé e a caridade estão tão intimamente unidas que se reclamam e alimentam mutuamente”, escreve, advertindo que “uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos”.

Por outro lado, sustenta que “limitar a caridade à solidariedade ou à ajuda humanitária seria profundamente redutor”. O bispo do Algarve lembra que “tudo parte do acolhimento humilde da fé”, mas deve “chegar à verdade da caridade”.

D. Manuel Quintas lembra ainda que, para amenizar os efeitos da crise entre os algarvios desempregados, a Igreja algarvia decidiu, tal como aconteceu em 2012 e 2011, que a próxima renúncia quaresmal se destine novamente a reforçar, através de depósito bancário (NIB 001800000617213600178), o seu Fundo Social que visa dar “prioridade às situações de carência mais grave”, concretamente junto da “população desempregada”. "Apesar das dificuldades conhecidas, renovo o meu apelo a um continuado empenho, sem esmorecermos na generosidade", escreve.

O bispo do Algarve exortou ainda os algarvios a rezar pela Igreja, por Bento XVI e pelo seu sucessor.

A Quaresma é o período de tempo de preparação para a Páscoa, composto por composto por 40 dias (excetuando domingos) e marcado pelo apelo à conversão de vida, através das práticas do jejum, partilha e penitência.

Samuel Mendonça

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