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Foto © EPA/Julien Warnand
Foto © EPA/Julien Warnand

O bispo do Algarve pediu hoje ao clero algarvio, de modo particular aos párocos, que inclua na “oração” e na “reflexão” das eucaristias dominicais deste fim de semana os “inqualificáveis” atentados terroristas de ontem à noite em Paris que fizeram, até ao momento, 129 mortos e várias centenas de feridos.

D. Manuel Quintas considera que esta intenção, que foi já hoje tida em conta nas missas vespertinas, exprime não só o sentir dos católicos diocesanos, mas de todos os algarvios.

Em email, enviado aos sacerdotes da diocese, ao qual Folha do Domingo teve acesso, o prelado considera que a “amplitude e gravidade” da ação, “injustificável a todos os títulos, pelo desrespeito, desprezo e aniquilação da vida humana de tantos cidadãos indefesos, não deixa ninguém indiferente”. “Como Igreja diocesana do Algarve queremos manifestar a nossa comunhão e a nossa proximidade humana e espiritual às vítimas e suas famílias e a todo o povo francês, que acolheu milhares de portugueses no passado e no presente, e do qual fazem parte tantos luso descendentes”, prossegue.

O bispo diocesano cita a Gaudium et Spes (uma das quatro constituições saídas do Concílio Vaticano II) para lembrar que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração”. “Neste momento sentimos mais viva e atual a verdade das palavras conciliares”, frisa.

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