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O contacto de D. Manuel Quintas, que entretanto seguiu para o Porto para concelebrar amanhã nas exéquias de D. Júlio Rebimbas, inclui um breve resumo biográfico do prelado de 88 anos, falecido hoje na Casa de Saúde da Boavista (Porto), que foi Bispo do Algarve entre 1966 e 1972.

O corpo de D. Júlio Tavares Rebimbas chegou à catedral do Porto, pelas 10h00, onde está em câmara ardente, realizando-se às 21h30 uma vigília de oração.

Na terça-feira, às 14h30, também na Sé, decorre então a celebração exequial, seguindo o cortejo fúnebre rumo a Bunheiro, Murtosa (diocese de Aveiro), terra natal do prelado, onde será sepultado em jazigo de família.

D. Júlio Tavares Rebimbas foi nomeado Bispo do Algarve (a sua primeira diocese) pelo Papa Paulo VI a 27 de Setembro de 1965, sendo ordenado a 26 de Dezembro desse mesmo ano, no pavilhão municipal de Ílhavo. Tomou posse da Diocese do Algarve em Janeiro de 1966, cargo que exerceu até 1 de Julho de 1972, data em que foi nomeado Arcebispo Auxiliar do Cardeal Patriarca de Lisboa.

Era um dos bispos portugueses que participaram no Concílio Ecuménico Vaticano II (1962-1965). Aos 43 anos, ainda antes da ordenação episcopal, tomou parte na última sessão do Concílio. Em texto publicado na Agência Ecclesia, o prelado recordava um acontecimento que o marcou “profundamente”.

A convivência com o Papa, os outros bispos e o Espírito Santo, nas sessões diárias daqueles últimos meses, a densidade e uma pressa de aprovar constituições, decretos e declarações fizeram-me participar nos votos e aprovações da maior parte dos documentos conciliares”, assinalava.

“A vida é para cada um de nós um segredo, é um mistério. O Concílio foi para mim uma riqueza de dons gratuitos e também é um mistério”, escreveu D. Júlio Tavares Rebimbas.

“Agora vivemos na fé e na esperança, depois viveremos na caridade, na luz de Deus, olhos nos olhos e tudo será revelado” era a certeza que o falecido bispo manifestava num texto intitulado «Memória do Concílio».

D. Júlio Rebimbas foi ainda Bispo de Viana do Castelo (1977-1982) e do Porto (1982-1997).

Redacção com Ecclesia

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