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D. Manuel Quintas falava na Eucaristia de tomada de posse do novo pároco de Nossa Senhora do Amparo de Portimão, uma das cidades onde se pretende implementar esta prioridade pastoral.

“Que se procure cada vez mais, particularmente nas cidades, promover uma pastoral de conjunto, urbana, de modo a que se potenciem as forças que há nas diferentes paróquias, em vez de cada um caminhar por seu lado, ficando mais frágeis e não tendo capacidade de resposta para as exigências desta pastoral urbana de hoje”, apelou o prelado, considerando ser “muito importante que haja uma convergência de esforços, de iniciativas, de caminhos comuns, de apoios mútuos e de ajuda”.

O bispo diocesano desafiou à convergência de iniciativas pastorais e evidenciou que esta estratégia não levará a “empobrecer as diferentes paróquias”, mas irá “enriquecê-las com o contributo, as caraterísticas e as especificidades de cada uma”. “Esse caminho enriquece-nos a todos e ajuda-nos a dar um testemunho maior desta Igreja/Diocese que constituímos. Se nos fechamos em nós mesmos ficamos todos mais pobres”, complementou.

“Não conseguimos responder como respondíamos antes. Os nossos párocos são cada vez menos e cada vez mais idosos”, constatou, dando “graças a Deus” pelos padres do Algarve que, apesar da sua idade avançada, se disponibilizam para “continuar a servir” a Igreja diocesana.

D. Manuel Quintas adiantou estar a promover esta prioridade “também noutras cidades” mas reconheceu que “não é fácil”. “Há muitas resistências. Estamos habituados a este tipo de pastoral mas é para aí que temos de caminhar. Não pode ser de outra maneira”, afirmou.

O bispo do Algarve já disse ser necessário “encontrar grupos de padres que estejam disponíveis para colaborar uns com os outros e para empreender um trabalho deste género” e pediu uma mudança de atitude” e um “modo diferente de exercer o ministério” sacerdotal.

O cónego José Pedro Martins, vigário episcopal para pastoral da diocese algarvia, explicou entretanto que, para um projeto destes, “é preciso que os responsáveis paroquiais, os sacerdotes, estejam abertos a essa possibilidade porque nada é vinculativo e nada é obrigatório”.

Recorde-se que a Diocese do Algarve anunciou, em maio deste ano, a disponibilidade de ensaiar propostas de reestruturação pastoral, privilegiando os centros urbanos, uma iniciativa que “incluirá a possibilidade de trabalho conjunto entre sacerdotes”, mas que salienta também a “importância do diaconado permanente e dos ministérios laicais” e a “presença e o trabalho das comunidades religiosas”, entenda-se comunidades de consagrados (freiras e frades ou irmãos).

Samuel Mendonça

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