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D. Manuel Quintas falava no encerramento da procissão com o Santíssimo Sacramento que se realizou, em Faro, da igreja de São Pedro para a igreja de São Luís, no dia em que a Igreja celebrou a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida como Corpo de Deus.

O prelado, que presidiu ao final da tarde à oração de vésperas e à procissão eucarística, apelou à multidão presente que viva uma “vida feita dom e serviço aos outros”, à semelhança do que fez Jesus. “É a partir da eucaristia que nós podemos ser dom e «pão da vida» para os outros, com as nossas palavras que ressuscitam, que dão vida e esperança e gestos que animam e reanimam corações frustrados”, salientou.

D. Manuel Quintas explicou o sentido da celebração de ontem. “Temos a oportunidade de nos unirmos para louvar Jesus e para exprimir a nossa alegria por Ele ter querido ficar para sempre connosco, na Eucaristia”, justificou, explicando que “o pão e o vinho consagrado são o próprio Jesus”. “É este o mistério que não vemos, mas que acreditamos pela fé”, complementou.

O bispo do Algarve frisou também que Jesus quer “a todos no seu coração”, assim como “quer também estar no coração de todos, mesmo aqueles que já há muito tempo que não comungam, ou porque não querem ou porque não podem”. “Mesmo aqueles que não podem receber Jesus, nunca se esqueçam que permanecem sempre no seu coração e no seu amor. Ele não exclui ninguém e a todos acolhe. Quer ser amigo e presença de todos”, complementou D. Manuel Quintas.

“Tudo o que somos, somo-lo a partir da eucaristia. É por isso que não podemos viver sem a eucaristia. Esta festa serve exactamente para isso. Dá-nos a oportunidade de, publicamente, pelas ruas da nossa cidade, exprimirmos a nossa fé, entoarmos louvores a Jesus presente na eucaristia, dá-nos a oportunidade de o invocar, e este ano com o Papa Francisco”, acrescentou o bispo do Algarve, aludindo ao facto de este ano a tarde de adoração eucarística que precedeu a procissão se realizar em comunhão com o Sumo Pontífice, por ocasião do Ano da Fé que se prolonga até novembro.

Segundo a Agência Ecclesia, as comunidades católicas foram convidadas a aderir a esta jornada mundial de adoração eucarística e também a terem presentes nas suas orações “todos os que enfrentam situações de precariedade económica, principalmente os desempregados, os idosos, os imigrantes, os que não têm um lugar para viver, os presos e aqueles que caíram na marginalidade”.

D. Manuel Quintas regozijou-se ainda com a participação de muitas crianças das paróquias da cidade de Faro que ontem realizaram a sua primeira comunhão.

Este ano, a celebração do Corpo de Deus, que se celebrava na segunda quinta-feira a seguir ao domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa), passou para o domingo na sequência da decisão do Governo de suspender o feriado durante cinco anos, até 2017, com o objetivo de aumentar os esforços para superar a crise económica e financeira que o país atravessa.

Redação com Ecclesia

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