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Bispo do Algarve presidiu no Carmelo à celebração da solenidade de São João da Cruz

Foto © Samuel Mendonça

No dia de ontem, em que a Igreja Católica celebrou a memória litúrgica de São João da Cruz, uma das referências maiores na sua história de espiritualidade, o bispo do Algarve quis associar-se à família carmelita, no seio da qual o dia da morte do santo é celebrado como solenidade.

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D. Manuel Quintas, que presidiu à noite à celebração da eucaristia na comunidade das Carmelitas Descalças, no Carmelo do Patacão, no concelho de Faro, começou justamente por lembrar a “referência que continua a ser” o santo espanhol, nascido em 1542 e falecido em 1591.

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O prelado destacou que estes santos, como São João da Cruz ou Santa Teresa de Jesus – à qual expôs o plano reformador para a sua ordem religiosa que daria origem aos Carmelitas Descalços – dedicaram-se “totalmente à contemplação e a entender a sabedoria de Deus e o mistério de Cristo”. “Estas verdades são reveladas aos pequeninos, aos humildes, àqueles que aceitam percorrer este caminho da simplicidade e da humildade como filhos que se deixam conduzir pelo pai, confiantes, abandonados, sabendo que ele os conduz pelos caminhos verdadeiros da verdade, da autenticidade, que conduzem, tanto quanto é possível à mente humana entender, ao mistério de Deus e ao mistério de Cristo”, observou.

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Na capela do mosteiro carmelita de Nossa Senhora Rainha do Mundo, D. Manuel Quintas salientou ser esta a “sabedoria do espírito” do místico e poeta espanhol, destacando não apenas o seu “testemunho de santidade” e “de vida”, mas também o “testemunho dos seus escritos”.

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O bispo diocesano desafiou cada um dos presentes a “abrir o coração e a vida à ação do espírito, a fonte da verdadeira sabedoria”, a mesma sabedoria que realçou estar “presente na cruz de Cristo” que disse não ser “instrumento de condenação, mas de salvação, de ignomínia, mas de glória, de triunfo, de verdade e de vida”. D. Manuel Quintas lembrou que essa cruz foi o “sinal pelo qual se santificou” o sacerdote carmelita.

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No final da eucaristia, foi ainda prestada veneração a uma relíquia, atribuída ao santo, que esteve presente na celebração.

São João da Cruz foi canonizado em 1726 e, em 1926, foi declarado “doutor da Igreja” pelo papa Pio XI.

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