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D. Manuel Quintas explicou que “a missão é de todos e para todos” e que “o anúncio do Evangelho é uma tarefa comunitária, não individual ou individualista”. Neste sentido, o prelado explicou que “a exigência da comunhão está ligada à capacidade da comunidade cristã dar espaço a todos os dons do Espírito”. “A unidade não é uniformidade (seria um empobrecimento muito grande se o fosse), mas é integração orgânica das legítimas diversidades”, afirmou.

O Bispo diocesano lembrou ainda que “a evangelização é o fundamento de tudo e deve ter o primado sobre tudo”.

Intervindo sobre a consecução desta missão, frisou que a “primeira recomendação” de Jesus é a oração. Neste contexto, apelou a que se intensifique a adoração eucarística como resposta ao apelo de surgimento de vocações consagradas. D. Manuel Quintas considerou mesmo que a diminuição das vocações de consagração é um “problema de grande importância para a vida da Igreja e do mundo”. “Sei que as nossas comunidades vibram com aqueles que estão no Seminário. Vamos continuar com este entusiasmo. Vivemos nos limites em relação aos nossos padres, não só em termos numéricos como em relação a situações concretas de sua saúde”, disse.

Apelando ainda à mobilização dos cristãos para irem ao encontro dos outros, lamentou a existência de um certo acomodamento. “Por vezes ficamos contentes por ter a igreja cheia, mas depois vemos que falta a fidelidade. Não devemos contentar-nos com os que ainda temos ou julgamos ter, seria morrer a prazo. É preciso entrarmos no dinamismo do Espírito para quebramos o nosso pequeno círculo”, advertiu.

Samuel Mendonça

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