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Bispo do Algarve quer leigos «mais empenhados» e atentos aos excluídos

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve considera que a visita do episcopado português a Roma vai ser “um tempo privilegiado de comunhão com o Papa” e objetivamente quer fiéis mais “conscientes das fragilidades mas unidos”.

“Vamos procurando ser presença da misericórdia de Deus, do amor de Cristo no Algarve, particularmente dos que se sentem mais à margem, excluídos, sozinhos de tantas formas, motivos e razões. Penso que entre outros são estes os objetivos que gostaria de levar e trazer também quando regressasse”, explica D. Manuel Quintas à Agência Ecclesia.

O prelado assinala que a visita é um “tempo privilegiado de comunhão” com o Papa onde os bispos levam a “vida das dioceses”, um encontro que foi precedido por um “questionário extenso, de mais de 20 capítulos”, que enviaram para a Santa Sé.

“O que fiz tem cerca de 80 páginas, é a nossa vida diocesana traduzida em números, em apreciações, textos e respostas a perguntas”, contextualiza.

Segundo D. Manuel Quintas, desde a última visita ‘ad Limina’, em 2007, no Algarve procurou-se responder ao “apelo” de mais formação de leigos, pelo que a diocese tem muitos grupos a “aprofundar e redescobrir a fé, simplesmente porque querem”.

“Com o objetivo de serem membros vivos desta Igreja que procuram viver com maior consciência a sua identidade cristã”, acrescenta o prelado, frisando a necessidade de leigos “atentos e despertos” aos apelos do mundo que os rodeia.

“Penso que podemos não ter crescido muito em número mas crescemos em qualidade devido a este apelo do Papa Bento XVI, que foi um abanão muito grande, e ao caminho que nós procuramos percorrer naturalmente com a ajuda dos próprios leigos”, desenvolveu D. Manuel Quintas.

O bispo salientou ainda a “dificuldade” em “dotar as comunidades de presbíteros” porque o número de sacerdotes, “em todas as dioceses”, vai diminuindo e idade aumentando.

A Diocese do Algarve tem “investido muito” na pastoral vocacional, “felizmente” existe um grupo “razoável” de seminaristas e todos os anos têm “pelo menos uma ordenação sacerdotal”.

“Temos de limitar verdadeiramente aquela que é a missão do presbítero nas comunidades e, ao mesmo tempo, procurar deixar o espaço que é próprio aos leigos para que assumam, participem de maneira ativa, criativa e dinâmica na vida e revitalização das nossas comunidades cristãs”, alerta o bispo do Algarve.

D. Manuel Quintas revela ainda que leva consigo “cada um dos cristãos algarvios” e gostava que através dele cada um “se sentisse também a crescer nesta comunhão com o Papa”.

“Reforçando a fé e reforçando também aquilo que é a nossa disposição e disponibilidade para acolhermos sempre mais os desafios que o Papa Francisco vai lançar a partir dos nossos anseios e aspirações”, acrescentou.

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