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Esta foi a principal mensagem que D. Manuel Quintas deixou hoje, no XX Dia Mundial do Doente, no Hospital do Barlavento, em Portimão, na celebração da eucaristia a que presidiu pela manhã na capela daquela unidade hospitalar.

“Esforcemo-nos todos por promover ainda mais a pastoral da saúde nas nossas comunidades cristãs, particularmente pela incrementação de grupos de visitadores de doentes, de modo que esta, que é a solicitude de Cristo junto de quem sofre, esteja presente através de nós junto daqueles que precisam”, afirmou o prelado, que esteve acompanhado pelos padres Joel Teixeira e Manuel Leitão Marques, respetivamente o diretor do Secretariado da Pastoral da Saúde da Diocese do Algarve e o capelão daquele hospital, adiantando que o assunto já foi por si abordado nas paróquias e que os párocos estão “sensíveis” a esta necessidade.

O bispo do Algarve referia-se também aos idosos que vivem sozinhos. “Sabemos que a solidão não é uma doença mas pode levar a muitas doenças, sobretudo ao desencorajamento e à falta de esperança na vida”, sustentou, lembrando os alertas nesta semana para “gente que vive a solidão”.

D. Manuel Quintas relatou mesmo a experiência de algumas visitas a doentes que tem realizado nas últimas duas semanas, no âmbito da visita pastoral que está a realizar a algumas paróquias do concelho de Lagos. “Muitos têm-me dito: «o dia em que vem cá aquela senhora da paróquia visitar-me e me traz a comunhão é o melhor dia semana, às vezes a única visita que recebo nesse dia. Como isso me faz bem e me ajuda…»”, testemunhou, lembrando que o visitador representa naquela circunstância toda a paróquia.

O prelado explicou que tem visitado, todos os dias, doentes nas suas casas, das 15 às 17h, permanecendo demoradamente em cada uma. “Só escuto e quase não falo. Isso tem-me feito tanto bem que nem imaginam. Acredito que também faça bem aos outros. Se deixo uma palavra de esperança e um convite à esperança em Jesus, recebo muita força de fé”, reconheceu D. Manuel Quintas, assegurando que “há pessoas sofridas, marcadas pela dor e pelo sofrimento”, mas com “muita serenidade”. “«É a minha fé que me dá força e que dá sentido a esta doença», dizem-me”, contou.

Com base na mensagem do Papa para este dia, o bispo do Algarve sublinhou a importância do “afeto junto daqueles que sofrem” e dos “gestos que dão carinho e proximidade”, sendo “imprescindíveis, não só para quem tem saúde mas sobretudo para quem vive a fragilidade e a sua falta”. “Isso «cura» mais do que os medicamentos. Às vezes não temos capacidade para curar, mas para cuidar temos todos. Não temos o dom de fazer recuperar a saúde, mas podemos dar esta força interior que ajuda a recuperar a doença e a olhar para a doença de outro modo”, complementou, considerando que ser “importante que todos nos sintamos envolvidos, corresponsáveis, próximos e solícitos”.

D. Manuel Quintas lembrou, por isso, que “celebrar o Dia Mundial do Doente é, acima de tudo, acolher a esperança” e desafiou os doentes a olhar para essa limitação da sua vida com “um olhar de fé que dá sentido àquilo que parece, humanamente, não ter sentido”.

O bispo diocesano exortou ainda os doentes à colaboração na recuperação da sua saúde, lembrando a importância da “adesão, colaboração, participação, otimismo e esperança”, e salientou a importância da “força da oração”, individual e comunitária.

A terminar, agradeceu o trabalho daqueles que “cuidam dos doentes”. “Sabemos como é importante essa vocação de todos os que optaram por este serviço tão importante e imprescindível”.

Samuel Mendonça

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