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D. Manuel Quintas falava à tarde, na Assembleia Diocesana da Igreja algarvia que hoje reuniu no Centro Paroquial de Loulé cerca de 400 responsáveis de todas as paróquias, no âmbito da apresentação do programa pastoral de 2011-2012.

O prelado apelou a que a “urgência de cada dia” esteja ligada à “dimensão social”. “Sabemos como é urgente nos dias de hoje o compromisso com a caridade. Não estava previsto há seis anos que íamos viver a crise que estamos a viver”, disse, explicando que a diocese algarvia tem “procurado corresponder aos pedidos que chegam”. “A resposta tem sido a possível”, reconheceu, defendendo ser preciso “promover, em rede, a corresponsabilidade do exercício da caridade”. “Não se adivinha um tempo fácil no futuro. Seria bom que toda a diocese se mobilizasse nesta área”, afirmou.

D. Manuel Quintas desafiou os católicos a serem anunciadores a partir do testemunho, “não como donos da palavra mas como servos”. “Temos de falar a partir da vida e não apenas como alguém que escuta e transmite e não aproveita nada para si mesmo. O verdadeiro apóstolo evangelizador é o que testemunha a sua vida”, disse.

O prelado advertiu ainda que “no dia em que a Igreja deixar de ser evangelizadora, deixa de ser fiel a Cristo” e lembrou que “ser missionário” é o “normal da vida e da quotidianidade” de qualquer cristão.

O bispo diocesano lembrou ainda o percurso feito pela Igreja algarvia ao longo dos últimos seis anos. “Deixámo-nos conduzir pela palavra de Deus, sempre centrados na pessoa de Cristo. Fomos estimulados para conhecer a nossa realidade”, recordou, lembrando a “mobilização e fecundidade” dos dois anos de peregrinação da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima e os dois anos seguintes, centrados “muito na Palavra de Deus”.

O bispo do Algarve enumerou o Sínodo dos Bispos de 2008, o Ano Paulino, o Ano Sacerdotal, a visita do Papa a Portugal em 2010, a Carta Pastoral “Como eu vos fiz, fazei vós também” da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o documento “Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal” também da CEP e o Sínodo dos Bispos de 2012 sobre a nova evangelização como acontecimentos eclesiais que ajudaram e estão a ajudar a Igreja algarvia a viver o seu projeto pastoral.

D. Manuel Quintas destacou ainda que o programa pastoral deste ano visa o “empenho criativo, ardente e frutuoso na nova evangelização”, “promover uma alargada iniciação cristã, aproveitando os momentos em que é mais fácil motivar quem vem pedir sacramentos”, “acentuar a dimensão da missão na preparação do crisma”, “insistir na formação de um laicado comprometido”, “continuar a preparar evangelizadores”, “(re)organizar as comunidades cristãs, promovendo a diversidade de ministérios laicais”, “constituir equipas missionária que participem em ações de evangelização programadas” e “continuar a privilegiar as três áreas: família, vocações e caridade”.

O prelado terminou, referindo-se às mais representativas ações programadas: as visitas pastorais (a 17 paróquias), a Semana do Seminário com o Lausperene Diocesano (29 de outubro a 11 novembro), a Jornada Bíblica sobre São Marcos (19 de novembro), a Jornada de Liturgia (14 janeiro), a Jornada de Ação Sócio-caritativa (3 de março), a Semana de Oração pelas Vocações (22 a 29 abril) e o Dia da Igreja Diocesana (26 de maio).

Samuel Mendonça

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