Pub

Sendo membro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), D. Manuel Quintas recorda a educação que teve antes da assembleia magna convocada pelo Papa João XXIII. “Era uma educação própria daquele tempo, sem querer formular qualquer juízo de valor” porque “daqui a 50 anos também dirão o mesmo da educação de hoje”. Inaugurado a 11 de outubro de 1962, o II Concílio do Vaticano reflecte “essa mudança”, mas “o importante é – em cada tempo – saber ler os aspectos positivos”.

O actual bispo do Algarve, natural de Mazouco, Freixo de Espada a Cinta, (Diocese de Bragança-Miranda) entrou para o seminário em 1960 e recorda “perfeitamente” a abertura do concílio. “Naquela altura não existia televisão nos seminários”, mas – estava no Porto – “viu a abertura [do concílio] na televisão de uma família vizinha, por sinal um pastor anglicano”.

Nascido em 1949, D. Manuel Quintas recorre à sua memória e relata que “quando o Papa Paulo VI foi à Terra Santa – penso que foi a primeira viagem que ele fez ao estrangeiro – uma das famílias vizinhas emprestou uma televisão ao seminário”. Os responsáveis da instituição da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus souberam “encontrar resposta para que os seminaristas pudessem acompanhar momentos decisivos para a vida da Igreja”.

Nos tempos que correm, segundo as palavras do prelado algarvio, os cristãos “ainda estão a usufruir e procurar escavar a riqueza que o concílio ainda constitui para a Igreja”.

Com pouco mais de dez anos quando se deu a abertura do II Concílio do Vaticano, D. Manuel Quintas – recebeu a ordenação a episcopal a 03 de setembro de 2000, na antiga Sé de Silves (Algarve) não tinha a percepção da grandiosidade do acontecimento. “Na minha adolescência não tinha essa visão”. Só, posteriormente, o prelado algarvio percebeu “o que era essa leitura nova dos sinais dos tempos e essa abertura da janela”.

Ordenado padre em 1977, D. Manuel Quintas fez uma experiência missionária em Moçambique antes de receber o sacramento da Ordem. Segundo as normas da congregação (Dehonianos), os alunos interrompem os estudos durante dois anos e fazem uma experiência missionária. Nesse país – através do contacto com os missionários – viu “a grande mudança e revolução que se verificou, sobretudo no campo da liturgia”. E acrescenta: “Poder celebrar a Eucaristia nas línguas nativas”.

“Um avanço e incremento muito grande na evangelização”, conclui D. Manuel Quintas.

Ecclesia

Pub