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A celebração, presidida pelo arcebispo de Évora, D. José Alves, foi ainda de ação de graças a Deus pelo 50 anos de sacerdócio dos colegas de curso de D. Manuel Madureira Dias: o cónego Joaquim Chorão Lavajo e o padre Manuel Lopes Botelho.

Na homilia da Eucaristia, concelebrada pelo Núncio Apostólico, D. Rino Passigato, por D. Manuel Quintas, bispo do Algarve, e por muitos outros bispos e sacerdotes, D. Manuel Madureira Dias considerou ser hora de reconhecer “fidelidades e infidelidades”. “É hora de dar graças a Deus pela sua bondade e misericórdia; é hora de celebrar o memorial do maravilhoso do dom divino da ordenação sacerdotal; é hora de recordar, ao Pai das misericórdias, os três colegas padres que já partiram deste mundo e que se ordenaram connosco”, afirmou D. Manuel Madureira Dias que recordou ainda o padre Augusto Silva, ordenado no mesmo ano e o cónego Senra Coelho que celebra também as suas bodas de prata.

O bispo emérito agradeceu ainda ao Papa “que quis associar-se a esta data festiva, com a sua bênção apostólica” e fez-se representar na pessoa do Núncio Apostólico e aos arcebispos e bispos presentes, de modo especial ao arcebispo de Évora que “tomou a iniciativa e o cuidado de diligenciar” para que aquela celebração pudesse acontecer, e aos restantes presentes.

Referindo-se ao ministério sacerdotal, o prelado deixou claro que “ser padre é ser também um dos 72 que o Senhor envia”. “Somos enviados! Não fomos nós que escolhemos desempenhar um ministério; foi Cristo quem nos escolheu e enviou, não sem, antes nos mostrar as condições requeridas para a eficácia da missão que nos confiou”, observou, lembrando que “os enviados devem entender que a «seara» não é deles, mas daquele que os enviou” e que, por isso, “não age por conta própria, mas por ordem daquele que o envia”. “Não lhe basta apoiar-se em forças ou capacidades humanas, para poder desempenhar cabalmente o seu ministério”, complementou.

D. Manuel Madureira Dias lembrou que o momento é de confrontação. “Pelo negativo ou menos positivo, pedimos perdão; e suplicamos à comunidade presente que implore sobre nós a misericórdia de Deus. Pelo que Deus fez de bom, por meio de nós, em favor do seu povo, convidamo-nos uns aos outros a «cantar um cântico novo e a bendizer o nome do Senhor»”, afirmou.

Após a Eucaristia decorreu um almoço de confraternização no Seminário de Évora.

No Algarve, o jubileu do seu bispo emérito foi celebrado nos passados dias 19 e 20 deste mês, com duas Eucaristias, respetivamente celebradas na Sé de Faro e na igreja do Carmo, em Tavira, esta última no contexto do Dia Diocesano do Clero.

Samuel Mendonça

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