Pub

Os assassinatos de seis cristãos coptas e de um polícia muçulmano, que ocorreram a 6 de Janeiro no Egipto, e a recente onda de ataques contra igrejas e locais de culto cristãos na Malásia representam “graves atentados contra os direitos humanos”, refere um comunicado da COMECE.

A resolução do Parlamento reflecte a posição tomada a 16 de Novembro de 2009 pelo Conselho de Ministros da União Europeia (UE), que assume o “empenhamento firme” na “promoção e protecção da liberdade de religião e de crença” e reafirma a intenção de “dar prioridade” a estas questões, que fazem parte da sua política de Direitos Humanos.

Os bispos pediram à Alta Representante para a Política Externa e Questões de Segurança da UE, Catherine Ashton, que dê prioridade àquele compromisso através do estabelecimento do novo Serviço Europeu de Acção Externa, previsto no Tratado de Lisboa. A responsabilidade da implementação deste Organismo foi confiada à COMECE.

A UE “deve prestar auxílio às minorias religiosas – entre as quais se incluem as comunidades cristãs – hoje perseguidas em todo o mundo”, assinala o comunicado da COMECE. A nota acrescenta que “entre 75 a 85% das perseguições religiosas em curso no mundo referem-se a cristãos”. A cada ano, 170 mil perdem a vida por razões ligadas à sua fé.

A Comissão dos episcopados católicos da UE está a trabalhar num memorando para a promoção da liberdade religiosa. O documento, que contém dados sobre a violação daquele direito, inclui informações sobre a perseguição dos cristãos no globo.

O texto apresenta igualmente um conjunto de recomendações para as instituições da União. O relatório deverá ser aprovado na assembleia plenária da COMECE, marcada para os dias 14 a 16 de Abril.

Pub