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Bispos do Algarve vão apresentar «retrato» da diocese ao papa Francisco

Foto © L'Osservatore Romano/Arquivo
Foto © L’Osservatore Romano/Arquivo

Os bispos de Portugal, incluindo os do Algarve (residencial e emérito), iniciam na próxima segunda-feira a visita “ad Limina” à Santa Sé.

A iniciativa, que se prolonga até dia 12 deste mês, servirá também para os prelados apresentarem ao papa um retrato da vida das dioceses portuguesas. A recolha dos dados pedidos pela Santa Sé às dioceses portuguesas foi feita nas paróquias até final de janeiro deste ano e, em fevereiro, foi preenchido o longo questionário sobre a situação de cada diocese nos últimos anos, relatório que posteriormente foi enviado para o Vaticano. “Trata-se de uma síntese do que tem sido a vida pastoral da diocese nos últimos anos que aborda também as linhas programáticas e inspiradoras de uma ação pastoral futura”, explicava o bispo do Algarve em janeiro ao Folha do Domingo e à Agência Ecclesia.

No último domingo, D. Manuel Quintas afirmou que uma visita “ad Limina” pretende sempre exprimir a “comunhão” da Igreja universal. O prelado explicou tratar-se de uma “visita que é obrigatória dentro da missão do bispo”.

Em entrevista à Agência Ecclesia, o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, também explicou que estas reuniões são vistas como “um encontro de amizade, um encontro em que o papa certamente ouvirá os bispos portugueses”.

De acordo com o porta-voz da CEP, o episcopado português encara esta viagem como “um momento de graça” e uma oportunidade para “repensar” as “linhas de orientação” que quer seguir nos próximos anos.

Perante os desafios atuais, de “crise” económica, social e humana, com Portugal e a Europa a braços com milhares de refugiados que procuram no continente passagem para uma vida melhor, a Igreja deve estar “integrada na sociedade” e ser capaz de “levar a luz do Evangelho” a quem mais precisa, realçou o padre Manuel Barbosa.

A partida dos responsáveis da Igreja Católica Portuguesa está prevista para amanhã e o programa oficial da viagem de oito dias a Roma inicia-se na segunda-feira, pelas 7.30h (menos uma Lisboa), com uma missa junto do túmulo de São Pedro, na basílica de São Pedro.

Duas horas depois acontece a primeira audiência com Francisco que vai receber os responsáveis portugueses em dois grupos. Segundo apurou Folha do Domingo, Francisco terá preferido encontrar-se apenas com cerca de 20 bispos de cada vez, para que as reuniões possam ser mais profícuas.

Assim, às 9.30h, juntamente com os responsáveis do Ordinariato Castrense (Forças Armadas e de Segurança), o papa encontrar-se-á com os bispos das províncias eclesiásticas de Lisboa e Évora, fazendo a Diocese do Algarve parte desta última.

Seguir-se-á depois às 11h, o encontro com os bispos da Província Eclesiástica de Braga.

Às 12.30h locais vai decorrer a audiência do papa a todo o grupo, durante o qual Francisco apresenta um discurso, considerado orientador para o futuro da vida da Igreja Católica em Portugal.

Além do encontro com o papa, na segunda-feira, os bispos vão estar junto de Francisco na audiência pública de quarta-feira.

Ao longo da sua estadia em Roma, os membros do episcopado católico vão celebrar missa nas quatro basílicas papais (São Pedro, São Paulo fora de muros, São João de Latrão e Santa Maria Maior), bem como na igreja de Santo António dos Portugueses.

A visita “ad Limina” inclui ainda uma série de encontros com os responsáveis das diversas instituições da Santa Sé (Congregações e Conselhos Pontifícios) e uma visita à sede da Cáritas Internacional, sendo que os prelados regressarão a Portugal no dia 13 deste mês.

Dos 43 bispos em Portugal (20 residenciais, 1 administrador apostólico, 1 coadjutor, 7 auxiliares e 14 eméritos), 38 vão marcar presença no Vaticano. D. José Ornelas Carvalho, bispo nomeado de Setúbal (vai ser ordenado e tomar posse a 25 de outubro) também vai participar na visita ao Papa.

A última visita ‘ad sacra Limina Apostolorum’ aconteceu em novembro de 2007, no pontificado de Bento XVI.

Esta iniciativa é realizada pelos bispos do mundo inteiro, com o objetivo de reforçar as “suas responsabilidades” em comunhão com o Papa; a sua denominação faz referência à visita aos túmulos (em latim ‘limina’) dos apóstolos Pedro e Paulo, em Roma.

com Agência Ecclesia

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