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Em comunicado, o BE diz que a única coisa que preocupa a administração da empresa “é cortar a eito nos custos” e que o encerramento em Faro “é apenas o primeiro passo” para um cenário de privatização da TAP.

“Afinal o pano de fundo é a intenção já antiga e que o atual Governo insiste em concretizar: a privatização da TAP”, refere o Bloco, sublinhando que o procedimento da administração da Groundforce se baseia no “cinismo” e na “crueldade”.

O número de trabalhadores envolvidos (336), a maioria com 15 a 20 anos de casa e o facto de afetar vários casais que partilhavam o mesmo local de trabalho “não comove” a empresa nem o Governo, acrescenta o Bloco.

“É tal a sua arrogância e despudor que afirmam que está a ser feito o que tinha de ser feito para evitar ainda males maiores para os restantes trabalhadores da empresa”, lê-se no comunicado.

De acordo com o BE, os serviços em causa – “handling” ou assistência de companhias aéreas e, terra) -, começaram por pertencer em exclusivo à TAP, que depois os alienou, subcontratando-os à Groundforce e à Portway.

“Acontece que os trabalhadores da primeira têm muitos anos de trabalho efetivo, com direitos e ordenados acima dos da segunda”, diz o BE, frisando que os trabalhadores da Portway são na sua maioria “precários”.

Lusa

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