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Encontro_cabo_verdianos_2016 (9)
Foto © Samuel Mendonça

Os cabo-verdianos a viver no Algarve uma vez mais voltaram a reunir-se no dia 1 de maio para celebrar a fé e a cultura, numa iniciativa que voltou a contar com a presença da embaixadora de Cabo Verde em Portugal, Madalena Neves.

O 22º Encontro de Cabo-verdianos, que este ano teve lugar em Quarteira, teve início com a celebração da eucaristia na igreja de São pedro do Mar, presidida pelo cónego Carlos César Chantre, vigário-geral da Diocese do Algarve, também ele natural de Cabo Verde.

O sacerdote destacou a importância da interculturalidade. “Há muitas culturas que não compreendem esta riqueza. É muito importante que os cristãos tenham consciência desta riqueza”, advertiu, considerando que ninguém é “estrangeiro na Igreja”. “A característica do Cristianismo é abraçar também todos aqueles que não aceitam Jesus Cristo. Foi o que Ele fez sempre”, prosseguiu, referindo-se à necessidade de acolher todas as culturas. “Para abraçarmos as outras culturas, temos de, primeiro, respeitar a nossa cultura cristã universalista, recebendo todas as outras culturas de braços abertos: aqueles que acreditam em Deus, aqueles que não acreditam e até aqueles que estão contra”, sustentou.

O cónego César Chantre não esqueceu o trágico acontecimento ocorrido a semana passada em Cabo Verde com a morte de 11 pessoas provocadas alegadamente provocadas por um soldado que entretanto foi detido. “Abraçamos o país num momento de choque em que aconteceu o incompreensível”, afirmou o sacerdote, dirigindo-se à embaixadora presente, sublinhando a caraterística de “povo tão pacífico” dos cabo-verdianos.

O cónego César Chantre agradeceu ainda à Câmara de Loulé, na pessoa do presidente que também esteve presente, e à Junta de Freguesia de Quarteira pelo acolhimento que têm prestado aos cabo-verdianos e outros africanos.

A celebração – que contou com a participação especial do cantor Dino D’Santiago, também ele de origem cabo-verdiana, acompanhado pelos seus irmãos Lígia e Elísio Pereira –, foi também concelebrada pelo padre Jesús Ejocha, igualmente sacerdote da Diocese do Algarve, mas natural da Guiné Equatorial, e participada pelo diácono Luís Galante.

Depois da eucaristia seguiu-se o habitual almoço-convívio que teve lugar no salão de festas daquela igreja.

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