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“Estamos a analisar e a avaliar o caso, para perceber se a piscina e a residência estão implantadas no local certo”, adiantou o presidente da Câmara, Macário Correia, referindo que a parede de escalada artificial “nunca esteve autorizada” pela autarquia, por estar numa “zona exterior” a um ginásio.

“Esta obra ainda carece de vistoria”, observou Macário Correia, esclarecendo que toda a zona do deslizamento de terras está vedada e que a parte exterior do ginásio não poderá abrir enquanto não forem feitas as obras necessárias, com fundações, e que garantam segurança à população.

Segundo o autarca, a moradia está construída sobre um talude que “não oferecia segurança”.

A ocorrência do deslizamento de terras foi registada no domingo, entre as 15:00 e as 16:00, e no local estiveram a Proteção Civil e os bombeiros, mas apesar de haver várias habitações junto ao local não houve feridos.

Em declarações à Lusa, Ricardo Duarte, diretor do ginásio localizado na freguesia do Montenegro, junto à Ria Formosa, explicou que parte da parede de escalada ficou danificada após o “morro com betão projetado ter caído”.

No sítio da Internet do novo ginásio, denominado “My Center”, pode ler-se que a “a maior parede de escalada artificial do país está no MyCenter” e que para o aluguer da parede de escalada será “obrigatório a apresentação do cartão da Federação assim como a assinatura de um termo de responsabilidade”.

A União Europeia decidiu apoiar em quase um milhão de euros a criação do "My Center" através do Programa Operacional Regional do Algarve (Algarve21).

O ginásio é um projeto cifrado em cerca de três milhões de euros de investimento e obteve a declaração de interesse turístico. Segundo Ricardo Duarte, mentor do "My Center", a verba de incentivo é justificado pelo facto de o espaço – que junta ginásio, SPA e desporto de competição -, ser "pioneiro" no Algarve e poder funcionar como complemento à oferta hoteleira da região.

Lusa

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