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O prémio, que dará ao museu um valor cinco mil euros e uma estatueta em bronze ("A mulher com belos seios") de Joan Miró, "é muito importante porque reconhece um trabalho realizado desde os anos 80", disse o presidente da câmara, Manuel da Luz, à Agência Lusa.

"Este prémio é muito importante, porque se trata do prémio museu do ano do conselho da Europa. Há 20 anos que este prémio não era atribuído a um museu português e (o museu de Portimão) concorreu a par de vários outros museus, incluindo portugueses também", afirmou o autarca.

Manuel da Luz acrescentou que "é o reconhecimento de um trabalho, de um projeto, que desde os anos 80 que vinha sendo acalentado" pela autarquia e o prémio vem agora "reconhecer a qualidade desse projeto, porque o museu de Portimão tem características muito próprias".

“Além do seu conteúdo, é um museu instalado numa fábrica de conservas, que representa uma actividade que durante muitos e muitos anos representou o sustento de vida de muitas pessoas e de largas centenas de famílias", afirmou.

O autarca sublinhou que "as conservas e as pescas eram, em meados do século passado, as actividades principais do município de Portimão e hoje em dia as pessoas revêem-se neste museu, onde se sentem sempre em casa, porque têm um amigo, um familiar, que trabalhou numa fábrica de conservas”.

"Esta identidade ligada à nossa cultura e à nossa actividade económica primordial está representada de maneira pedagógica, de maneira didática, neste museu e é fácil entrar nele e mexer com os instrumentos de carácter tecnológico e interativos que permitem o contacto com informação que muitas pessoas desconheciam”, explicou.

Manuel da Luz frisou que "há um conjunto de circunstâncias que fazem com que este museu seja de qualidade para as pessoas que aqui vivem e de qualidade internacional", reconhecida "por estruturas como o Conselho da Europa".

O autarca disse que não estará em Estrasburgo para receber o prémio, mas enviou uma mensagem através da delegação da cidade “a dizer que é uma honra ser o museu do ano do conselho da Europa”, sobretudo por Portimão “ser um município que está longe de Lisboa”.

“Uma vez que ainda somos um país muito centralizador, ser uma cidade da periferia a receber um prémio desta natureza é muito importante e tem um significado particular", acrescentou.

O autarca lembrou ainda o “trabalho que juntou várias geração de pessoas, com uma comissão instaladora que andava sempre a recolher espólio que era doado pelas pessoas com muito carinho, mas que era preciso tratar, preservar e instalar em condições favoráveis do ponto de vista climatérico, do ambiente”.

“E isso resultou em cheio com a reconversão do edifício da fábrica, onde se manteve o espólio dessa mesma fábrica, o que também é muito interessante”, concluiu.

Lusa

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