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O presidente da autarquia destacou os 42 anos do pároco ao serviço da comunidade de Albufeira e felicitou-o pelo trabalho que tem feito na paróquia, sobretudo “na área do património, na catequese, na evangelização e na procura de novos espaços”. “O município de Albufeira está grato por essa sua disponibilidade e intervenção religiosa e social”, disse o autarca, que garantiu também a disponibilidade da edilidade para apoio aos projectos paroquiais. “Com esta escritura, assumimos a cedência de um terreno, que era já uma aspiração e um compromisso nosso desde 2001, para a construção de uma igreja na zona no Montechoro, com equipamento social e para a catequese, nesta primeira fase, e, posteriormente, para a futura igreja”, afirmou.

Também o presidente da Assembleia Municipal destacou que o “trabalho feito em prol da comunidade”, pelo homenageado, “deve ser considerado por todos como um trabalho público”. Carlos da Silva e Sousa lembrou que “a missão da Igreja completa a missão do Estado” e caracterizou o cónego Rosa Simão como um “homem de grande capacidade e espiritualidade”. “Tem um trabalho que fala por si”, disse.

O sacerdote homenageado começou por lembrar o crescimento de Albufeira, desde que chegou à paróquia até aos dias de hoje e disse que, “pouco a pouco”, foi “sentido e vivendo os problemas” daquele povo. “Foram entretanto criadas estruturas várias para responder às necessidades da nova realidade de Albufeira. Importa investir também na formação espiritual e religiosa das gentes que vivem nesta nova área da paróquia e procuram não só o seu apoio, mas também estruturas adequadas”, considerou o cónego Rosa Simão.

O pároco destacou o “forte contributo” dado pela Câmara ao doar o terreno na Correeira, tal como já havia feito antes para a futura igreja e centro social nos Olhos d’Água. “Perante a actual descristianização da Europa e de Portugal terá sentido investir em edifícios religiosos e afins, quando parece ser mais importante, no tempos que correm, atender sobretudo ao bem social e psicossomático das pessoas dentro da máxima dos romanos «anima sana in corpore sano»?”, interrogou, considerando que “uma alma sã ajuda muito o corpo a ser são, mas um corpo são, apenas fisicamente, pode não conter necessariamente uma alma sã. As duas realidades conjuntas serão o ideal. Por isso, todo o investimento que atinja a pessoa na sua totalidade e individualidade é não só útil como necessário”. “Com uma população, maioritariamente católica, tem todo o sentido e mérito a doação que acaba de ser concretizada”, considerou ainda.

Apesar do “indispensável” “grande primeiro passo” agora dado, defendeu que importa agora “passar à acção” e “construir os espaços físicos necessários para a catequese e demais acções”.

Recorde-se que a paróquia tem um projecto de construção em Montechoro de um edifício de apoio ao trabalho pastoral [ver notícia]. O terreno agora doado tem cerca de 6000 m2 e destina-se a acolher, numa primeira fase, um salão e salas para a catequese e reuniões, sendo desejada também a criação de estruturas de apoio cultural e social e, numa segunda fase, uma igreja.

Ao sacerdote foi ainda oferecida uma pintura sobre azulejo de uma igreja da freguesia feita por uma artista local.

Samuel Mendonça

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