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Demolicao_praia_alagoaA Câmara de Castro Marim demoliu um edifício devoluto e degradado situado na praia de Alagoa-Altura, numa operação que visou “requalificar a entrada” da zona balnear, disse o presidente do município.

“Aquele edifício era um antigo café e estava abandonado há muitos anos, apresentando muitos sinais de degradação e dava mau aspeto à entrada da praia”, justificou o presidente da Câmara de Castro Marim, Francisco Amaral, em declarações à agência Lusa.

O autarca social-democrata disse que esse apoio de praia era já um local onde havia também animais e a “câmara decidiu tomar as rédeas do assunto”, face à impossibilidade de identificar e contactar o eventual proprietário, para evitar que os visitantes “ficassem com uma má imagem” à entrada do areal.

“A operação visou dar qualidade e melhorar a entrada da praia. A demolição implicou já a utilização de alguma maquinaria, mas foi integralmente suportada pela autarquia”, acrescentou o presidente da câmara, que contou com a colaboração da Administração da Região Hidrográfica do Algarve por o edifício “se encontrar em zona de Domínio Público Marítimo”.

Esta operação de limpeza na entrada da praia de Altura, a única freguesia do concelho de Castro Marim situada no litoral, vem juntar-se a um conjunto de medidas destinadas à “requalificação das zonas balneares do concelho”, através do “melhoramento e limpeza dos acessos, condições de segurança e disponibilização de informação útil aos banhistas e turistas”, segundo informação avançada pelo município num comunicado.

“Recorde-se que as praias do concelho de Castro Marim – Alagoa/Altura, Cabeço e Praia Verde – foram este ano distinguidas com os galardões ‘Bandeira Azul’, ‘Praia Acessível – Praia para Todos’ e ‘Qualidade de Ouro’ (classificação atribuída pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza), reunindo as condições de excelência inerentes à conquista deste reconhecimento”, referiu a Câmara.

As zonas balneares de Castro Marim voltaram este ano a ter Bandeira Azul, após cerca de uma década em que o município, então presidido pelo também social-democrata José Estevens, não se candidatou à distinção devido a um diferendo com a Associação Bandeira Azul, que estabelece e verifica os critérios para a atribuição do galardão ambiental.

Na origem do diferendo esteve a retirada da Bandeira Azul da praia de Altura, em plena época balnear de 2005, por uma alegada contaminação da água devido a descargas de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) próximas, negadas pelo então presidente da Câmara Municipal, José Estevens, que optou por não apresentar mais candidaturas à distinção.

Esta posição foi, entretanto, revista pelo atual executivo, também do PSD, presidido por Francisco Amaral.

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