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Barragem_odeleiteA Câmara de Castro Marim quer construir, até final do mandato, duas praias fluviais previstas no Plano de Ordenamento da Barragem de Odeleite, que “esteve a marinar no Ministério do Ambiente uma década”, disse o presidente da autarquia, Francisco Amaral.

“Estamos a tentar avançar em termos de projetos com duas praias fluviais na barragem de Odeleite. Atendendo à experiência que tive com a praia fluvial de Alcoutim, que é a maior atração turística da vila, duas praias fluviais na barragem de Odeleite irão dinamizar aquela zona”, afirmou o autarca.

A barragem de Odeleite é a principal infraestrutura para armazenamento de água do sotavento algarvio e está localizada junto à localidade com o mesmo nome, sede de freguesia do concelho de Castro Marim e uma das aldeias típicas algarvias, que o autarca considerou que passaria “a beneficiar economicamente com a construção dessas praias fluviais”.

Francisco Amaral, que durante duas décadas presidiu à Câmara de Alcoutim, exemplificou que a praia fluvial construída durante a sua presidência é atualmente “a principal atração turística” da vila do nordeste algarvio e uma replicação de estruturas deste tipo na barragem iria “ajudar a restauração local e a economia” de Odeleite e da zona envolvente da serra algarvia.

O autarca de Castro Marim, câmara cuja presidência assumiu após vencer as últimas eleições autárquicas, sucedendo no cargo ao também social-democrata José Estevens, criticou a “excessiva” e “incompreensível” burocracia a que o Plano de Ordenamento da Barragem esteve sujeito durante uma década na tutela.

“Porque estamos no país que estamos, o Plano de Ordenamento da Barragem de Odeleite esteve a marinar nas gavetas do Ministério do Ambiente dez anos, de 2004 a 2014. Isto levou-me a ir várias vezes a Lisboa, este ano e no ano passado já, e de facto consegui tirar aquilo daquelas gavetas e já se publicou”, congratulou-se, frisando que o documento “prevê três praias fluviais”.

O autarca qualificou de “escandalosa” a burocracia a que o Plano de Ordenamento da Barragem foi sujeito, depois de, em 2004, o Governo ter dado “18 meses para se fazer tudo em termos de planos e esses 18 meses foram deitados fora”, porque o documento acabou por só ser aprovado uma década depois.

Francisco Amaral observou ainda que, na atual conjuntura económica e social, o desenvolvimento dessas duas praias “já será muito bom”.

A sua construção permitiria ainda, segundo o autarca, acabar com a utilização “ilegal” da barragem para banhos, como acontece frequentemente durante o verão, com dezenas de pessoas a utilizarem as margens selvagens para aceder à água, “sem quaisquer condições de segurança”.

Francisco Amaral revelou, ainda, que “há um privado que está interessado em avançar com uma praia fluvial” e manifestou o desejo de “que ele consiga”, perante as dificuldades que a própria câmara sente para ultrapassar a burocracia.

Questionado sobre quando prevê que as praias possam estar concluídas, Francisco Amaral respondeu que queria “neste mandato fazer isso tudo”.

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