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A Câmara de Castro Marim (PSD) recuperou a Unidade Móvel de Saúde que tinha sido suspensa há cinco meses na sequência de uma decisão forçada pela oposição, em maioria no executivo, anunciou na quarta-feira o município.

A Unidade Móvel de Saúde (UMS) encerrou no início do atual mandato camarário, com uma decisão aprovada em reunião de Câmara com os votos favoráveis dos vereadores do PS (dois) e do movimento Castro Marim Primeiro (um), que mereceu críticas do presidente e da vice-presidente (ambos do PSD), que defendiam a continuidade do serviço, criado quando a formação social-democrata tinha a maioria absoluta.

Mas hoje, a autarquia anunciou que a “UMS voltou agora a circular, por decisão do presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral”, num comunicado em que o autarca criticou o posicionamento adotado pelos vereadores da oposição, que defendiam uma solução distinta da que tinha vigorado até aí para que o município mantivesse o serviço.

“Lamento que estivéssemos cinco meses à espera de uma solução com médico, vinda da oposição, e ela não tivesse surgido”, refere Francisco Amaral, sublinhando que “ninguém, até hoje, compreendeu porque se acabou com um serviço tão importante como este para uma população tão carenciada e envelhecida, quando o objetivo, diziam, era melhorá-lo”.

A oposição pretendia aplicar uma solução distinta daquela que o município até aí tinha aplicado para garantir o funcionamento da UMS, mas não a apresentou, e o autarca responsabiliza agora os vereadores da oposição pelos cinco meses que a unidade não esteve a funcionar.

“Foram cinco meses de debates inglórios, muita politiquice e muita demagogia, sendo os mais prejudicados os destinatários deste serviço, que se viram privados das visitas periódicas das suas médicas”, considerou o autarca no comunicado do município.

Francisco Amaral explicou que foi necessário “arranjar forma de colocar a UMS a funcionar sem ir a reunião de câmara”.

“Assim, através da contratação pública, ajustou-se com a Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim e a UMS funciona agora com as mesmas médicas, faltando ainda a contratação de enfermeiro. O serviço da UMS foi retomado há uma semana com grande satisfação da população idosa dos montes rurais do concelho”, considerou ainda o autarca.

O presidente da Câmara algarvia reconheceu que esta “não é a solução ideal, mas garante o funcionamento deste serviço a tempo inteiro, percorrendo diariamente todas as povoações do interior do concelho”.

A agência Lusa tentou contactar as forças políticas da oposição, mas não conseguiu ainda obter uma reação à decisão do presidente da Câmara de repor a UMS a funcionar.

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