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Foto © Luís Forra/Lusa

A Câmara de Faro “não conhece oficialmente” qualquer atividade comercial no terreno onde na quarta-feira um incêndio danificou dezenas de automóveis de uma empresa de aluguer de viaturas, disse à Lusa fonte da autarquia.

“A Câmara não recebeu nenhum pedido para licenciamento de utilização para a zona em questão, desconhecendo oficialmente qualquer atividade comercial”, disse à Lusa fonte do gabinete da presidência do município.

O fogo, cujas causas são ainda desconhecidas e que está a ser investigado pela Polícia Judiciária, danificou cerca de 40 automóveis parqueados na zona do Patacão, num terreno utilizado por uma empresa de aluguer de veículos de turismo.

Segundo a fonte do gabinete da presidência da Câmara de Faro, a autarquia “desconhece e não tem competência” para fiscalizar a atividade comercial da empresa, “competência essa que se aplica apenas a áreas urbanísticas onde exista edificado”.

“No terreno em questão não existe qualquer edificado licenciado, daí a autarquia não ter competências de fiscalização”, sublinhou a fonte.

Por seu turno, o segundo comandante da Proteção Civil de Faro, Abel Gomes, disse à Lusa que a Proteção Civil não tem intervenção sobre as condições de segurança em que são parqueados os veículos numa situação do género, “porque são terrenos privados”.

“A Proteção Civil tem intervenção ao nível das condições de segurança para licenciamento de espaços comerciais, ou seja, parques de estacionamento de utilização pública”, frisou.

Abel Gomes acrescentou que, no caso de espaços de utilização privada, a competência dos bombeiros é a extinção dos focos de incêndio.

O segundo comandante da Proteção Civil de Faro disse ainda que na quarta-feira “o mato seco que estava no terreno ajudou à propagação do fogo”, que foi extinto cerca de uma hora depois do seu início.

A agência Lusa contatou a empresa de aluguer de automóveis Zitauto, que se recusou a abordar o assunto.

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