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O presidente da autarquia, em resposta a uma crítica do historiador Teodomiro Neto, no decorrer da apresentação do seu último livro, no passado dia 24 deste mês, na Sé de Faro, explicou que já apresentou por escrito o pedido para que a câmara possa ter “competências” sobre o monumento. “O Arco da Vila é, essencialmente, do Estado, embora a câmara não se demita da sua responsabilidade e tenha exigido, de uma forma persistente, ter a titularidade” do monumento, afirmou Macário Correia.

O autarca, que lembrou que o Arco da Vila continha ainda a Capela da Senhora do Ó que “foi abastarda e vandalizada há uma dezenas de anos e feita dali uma sala de reuniões”, explicou que o monumento “junta duas estruturas diferentes em termos administrativos”: de um lado, o antigo Governo Civil do Distrito de Faro, e de outro, um serviço da Câmara Municipal ligado à cultura.

Teodomiro Neto, dirigindo-se ao autarca, considerou que a Porta de São Tomás de Aquino (padroeiro da cidade), vulgarmente conhecida como Arco da Vila e um dos ex-libris do património da cidade, “não está muito bem tratada”. “Estão lá dísticos e canteiros a mais, caixotes do lixo e um aglomerado de coisas dispensáveis”, lamentou o historiador, que pediu também mais atenção em relação à Praça D. Francisco Gomes, “a mais bela praça neoclássica que o Algarve tem”, e ao Obelisco a Ferreira D’Almeida.

O presidente informou que, reunindo com dois diretores gerais do Ministério da Administração Interna, lhes transmitiu que está interessado nos anexos que confinam com o edifício dos serviços da câmara e no próprio Arco para lhe “dar vida”. “Pedi por escrito que me dessem a chave e condições para que também aquela reentrância, que está ali com aquele ar de abandono, possa ser utilizada pela câmara para promoção turística e cultural da própria cidade velha”, anunciou, sublinhando que, “depois de insistências várias”, ainda não houve resposta.

Samuel Mendonça

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