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“Nós precisamos de 50 milhões de euros da banca para fazer o reequilíbrio a prazo da Câmara e é nisso que também estamos a trabalhar”, disse Macário Correia, referindo que o problema da Câmara de Faro remonta a 2003/2004 – mandato de José Vitorino -, anos em foram contraídos empréstimos a prazo de “quase 20 milhões de euros”, cujos juros estão a ser pagos.

Faro é a única capital de distrito a integrar a lista de 17 autarquias notificadas até agora por despachos conjuntos dos secretários de Estado Adjunto e do Orçamento e da Administração Local, publicados hoje e quarta feira em Diário da República por ultrapassarem o limite de endividamento líquido em 2008.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Câmara de Faro, garante que já sabia da notícia dos sete milhões de euros de dívida ultrapassada “há meses” e que está a “cortar em todo o lado que é possível”.

Macário Correia assume que está preocupado com as “dificuldades que se avolumam”, mas garante que está a preparar um “plano de equilíbrio financeiro” para dar a volta à crise.

“Já poupámos alguns milhões de euros em despesa corrente, mas vamos ter de poupar ainda mais”, disse, recordando que tem estado a reduzir em “pessoal”, “limpeza”, “vigilância”, “consumos diversos”, mas também na “ extinção de empresas municipais”

“Estamos a tomar todas as medidas que são possíveis tomar para reduzir despesa e ao mesmo tempo também estamos a trabalhar do lado receita”, acrescentou, frisando que a autarquia já alienou algum património, está a prepara a “alienação de outro património”, está a mexer na tabela de taxas e está a fazer-se uma melhor fiscalização”.

O autarca de Faro afirma que nem o “mundo não vai acabar”, nem a “Câmara de Faro vai fechar”, mas reitera que as dificuldades “são cada vez maiores”.

Lusa

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